PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

17:21 - Não comentado

A Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA, se prepara para a Semana Santa, com programação de 28 de março a 05 de abril. Uma tradição religiosa cristã que celebra a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, numa grande demonstração de fé, religiosidade e devoção. O início é no Domingo de Ramos - celebração que recorda a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, e o término no Domingo de Páscoa, com a celebração da ressurreição. 
  
Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira Santa é o único dia do ano litúrgico em que não há Celebração Eucarística, apenas distribui-se a comunhão durante a Ação Litúrgica.

Confira a Programação:

28 de março  - Sábado 
19h30min
Confissão Comunitária com jovens – Igreja Matriz
29 de março  - Domingo de Ramos 
7h
Bênção dos Ramos e Santa Missa (Igreja Matriz)
10h
Celebração com as Crianças (Igreja Matriz)
17h
Celebração de Ramos (Comunidade Vila Santana)
19h30min
Bênção de Ramos (Igreja Matriz)

Procissão (saindo próximo à Quadra de Esportes – Av. Beira Lago)

Celebração da Santa Missa  (Praça da Matriz)
30 de março – Segunda-Feira Santa
19h30min
Confissão Comunitária com mulheres (Igreja Matriz)
31 de março – Terça-Feira Santa
19h30min
Recitação do Terço com meditação dos Mistérios Dolorosos (Igreja Matriz)
01 de abril – Quarta-Feira Santa
19h30min
Confissão Comunitária com homens (Igreja Matriz)
02 de abril – Quinta-Feira Santa (Início do Tríduo Pascal)
17h
Santa Ceia do Senhor (Comunidade Vila Santana)
19h30min
Santa Ceia do Senhor - Cerimonia do lava-pés (Igreja Matriz)

Adoração do Santíssimo (Centro Social)
03 de abril – Sexta-Feira Santana
6h
Via Sacra – saindo da Igreja Matriz com destino ao Cemitério local
15h
Ofício da Paixão (Comunidade Vila Santana)
15h
Reza do Terço da Misericórdia  (Transmissão Rádio Comunitária Zabelê FM)
19h
Celebração da Paixão do Senhor (Igreja Matriz)
Procissão das 7 dores de Nossa Senhora
04 de abril – Sábado Santo (Solene Vigília da Ressurreição do Senhor) – Igreja Matriz
20h
Bênção do Fogo Novo

Procissão da Luz
Proclamação Solene da Páscoa do Senhor
Bênção da Água
Renovação das Promessas do Batismo
Celebração Eucarística
05 de abril – Domingo de Páscoa (Ressurreição do Senhor)
10h
Missa Solene da Páscoa com as crianças e Batizados (Igreja Matriz)
17h
Missa Solene da Páscoa (Comunidade Vila Santana)
19h30min
Missa Solene da Páscoa (Praça da Matriz)

Toda comunidade católica de Remanso é convidada a participar.


Pascom-Remanso.
Imagem da Internet.

COMUNIDADE CACIMBA NOVA REALIZA FESTEJO EM LOUVOR A SÃO JOSÉ

14:47 - Não comentado
Nesta quinta-feira, 19, é comemorado o dia de São José, Patrono universal da Igreja. A comunidade de Cacimba Nova, desta Paróquia de Remanso, que tem o santo como padroeiro, festejou o dia com procissão e celebração da Santa Missa presidida pelo Pe. Benedito na capela da comunidade, momento em que os fieis renderam graças a Deus pelo dom da vida.

Durante o novenário, que teve seu início dia 09/03, a comunidade aprofundou o tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,45).

Como de costume, logo após a missa, aconteceu a derrubada da bandeira, que foi levantada no primeiro dia da novena. As comunidades circunvizinhas participaram durante todo o festejo.


Imagem de São José - Procissão.

Celebração da Santa Missa - Pe. José Benedito

Comunidade - durante a Celebração.

 Tradicional derruba da Bandeira - comunidade Cacimba Nova

 Tradicional derruba da Bandeira - comunidade Cacimba Nova

Momento em que a Bandeira é colocada na porta da Igreja para que os fieis passem 
por baixo da mesma.



Pascom-Remanso, com informações e fotos de Michel Campinho.

CRECHE SÃO JOSÉ REALIZA TRÍDUO EM LOUVOR A SEU PADROEIRO

14:33 - Não comentado

Está acontecendo na Creche São José de Remanso, Tríduo festivo a seu padroeiro. O Tríduo teve início na noite do dia 16/03, segunda-feira, com o tema: Com São José Aprendamos a viver em fraternidade, servindo o(a) irmão(ã). O Subtema da primeira noite foi: “Eu vim para servir” (Mc 10,45), a animação da noite foi da Catequese.

A segunda noite do Tríduo, dia 17/03, teve como subtema: Eu quero uma Igreja em constante “saída”, como animadoras as Irmãs de São José de Remanso e as Leigas do Pequeno Projeto, a pregadora da noite foi Irmã Cleide.

Refletindo o tema, Ir. Cleide trouxe presente o discurso do Papa Francisco no qual ele alerta para as “doenças” que nos impedem de sermos uma igreja em constante saída, entre elas a de nos sentirmos imortais, indispensáveis, a do materialismo, da má coordenação, da rivalidade, da indiferença para com os outros, do acúmulo, dos círculos fechados e do proveito mundano (exibicionismo) onde o apóstolo transforma serviço em poder e seu poder em mercadoria para obter dividendos humanos ou mais poder. Concluindo a reflexão, ir. Cleide ressaltou que a humildade, a disponibilidade, o serviço com amor, a abertura, o acolhimento são elementos essenciais (características) para sermos uma Igreja solidária em constante saída.

A terceira noite do Tríduo, hoje, 18/03, terá como subtema: O Bom Samaritano cura com o óleo do amor-compaixão (Lc 10, 29-37), a animação será dos Carismáticos.

Amanhã, quinta-feira, 19/03, acontecerá a celebração da Santa Missa encerrando o Tríduo festivo às 19h30min.

Fica o convite a você e sua família para participar conosco da festa em louvor a São José.



Pascom-Remanso, informações e fotos Ildecir.


PRESIDENTA DO STR FALA SOBRE PROJETO DE CONSTRUÇÃO DE CISTERNAS EM ESCOLAS DE REMANSO, SENTO SÉ E PILÃO ARCADO

17:05 - Não comentado
A Articulação Sindical (ASS) está executando nos municípios de Remanso, Sento Sé e Pilão Arcado o projeto “Cisternas nas escolas”. O objetivo é construir 84 cisternas de 52.000 litros cada no prazo de um ano em escolas da zona rural destes municípios.

A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remanso e membro da coordenação da ASS, Beronice Ferreira da Silva, a Beró, concedeu entrevista à Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, onde falou sobre o projeto, sua importância e sobre educação contextualiza. 


Pascom: Em que consiste o projeto “Cisternas nas Escolas”?

Beró: Quem vai executar o projeto é a Articulação Sindical (ASS). O projeto é financiado pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) em parceria com a ASA (Articulação do Semiárido), que já vem trabalhando as cisternas nas famílias, e o P1MC (Programa Um Milhão de Cisternas). Foi feita uma chamada pública e a ASA e P1MC concorreram e ganharam. São 84 cisternas, que vão ser construídas nos municípios de Sento Sé, Remanso e Pilão Arcado.

Pascom: Aqui em Remanso vão ser quantas?

Beró: São previstas mais ou menos 20 cisternas, pois a demanda de Remanso é menor que a de Pilão Arcado e Sento Sé.

Pascom: Por que a demanda de Remanso é menor?

Beró: O número de escolas de Remanso é menor e quase todas elas já têm cisternas. Encontramos 10 escolas que não tem cisternas de jeito nenhum e nas demais, o número de alunos é muito grande e por isso vamos construir cisternas nestas escolas. Portanto, aqui em Remanso vão ser construídas em torno de 20 cisternas, bem como em Sento Sé, apesar da demanda neste município ser muito grande. A demanda maior é Pilão Arcado.

Pascom: Tem que ser construídas 84 cisternas?

Beró: Sim, tem que ser construídas 84 cisternas.   

Pascom: Então vocês já sabem que a demanda nos três municípios são de 84 cisternas. Por este número?

Beró: O MDS propôs a ASA a construção de 5.000 cisternas no Nordeste, na região do semiárido, e neste momento teria que ser construídas 2.500, ou seja, o projeto seria dividido em duas etapas. Então a ASA fez o projeto tendo em vista o recurso disponível pelo MDS para a construção de 2.500 cisternas previstas na primeira etapa. O MDS teve acesso, junto ao MEC (Ministério da Educação), a uma lista com o nome de todas as escolas municipais e lá tem todos estes dados no que diz respeito às escolas que já têm cisternas e aquelas que não têm, bem como o número de alunos. Então nós vamos ter que trabalhar em cima desta lista também. E nós vamos ter que fazer um novo cadastro das escolas, comparando com a lista que o MDS nos mandou. Então se nós resolvermos fazer uma cisterna numa escola que não está na lista do MEC, nós vamos ter que justificar, dizendo o porquê, qual é a deficiência e qual é a importância de se construir uma cisterna naquela escola. É bom lembrar que nesta lista não existe apenas o nome de 84 escolas, pois o objetivo é construir 2.500 cisternas. Então vai haver muita demanda de escolas, sobretudo, em Pilão Arcado.

Pascom: Mas a construção desta outras cisternas seria posteriormente.

Beró: Sim, nós vamos cadastrar estas escolas e informar ao MDS. Neste primeiro momento, nós vamos dá prioridade [em Pilão Arcado] a construção de 44 cisternas e, em seguida, iremos fazer o levantamento de todas as escolas que não tem cisternas e vamos mandar para o MDS. Pode haver um aditivo no meio do projeto. Não é certeza, mas existe esta possibilidade de haver um aditivo, incluindo mais escolas. Isso vai depender do cadastro, da demanda e nós estaremos levantando os dados: quantas escolas, quantos alunos e qual a fonte de água.

Pascom: Então a quantidade de alunos é um critério no projeto?

Beró: Não é um critério. Quando nós falamos na quantidade de alunos é porque, por exemplo, aqui em Remanso existem escolas com apenas cinco alunos. Tem que haver uma avaliação a fim de se descobrir o motivo destas escolas só terem cinco alunos, até quando ela vai funcionar tendo em vista esta quantidade mínima de alunos. Nós não podemos fazer um investimento desta envergadura, correndo o risco da escola fechar por falta de aluno. Estas cisternas podem servir para a comunidade. Nós precisamos fazer esta análise, pois não podemos correr o risco de construirmos um “elefante branco”.

Pascom: Então as cisternas poderão ser utilizadas pela comunidade.

Beró: Sim, uma vez que, depois de pronta, a cisterna não é do governo, da prefeitura, mas sim uma obra da comunidade que pode e deve ser utilizada por ela. Hoje nós vemos muitas escolas que terminam as aulas e o diretor ou a secretaria recolhe as chaves. Esse é um dos momentos que não é só a cisterna que vai ser construída, mas também a importância do envolvimento da comunidade com a escola e com o mundo escolar. O projeto prevê momentos com a comunidade, com os alunos, com os professores, com os diretores, porque o objetivo não é só as cisternas, mas também a educação do campo, a educação contextualizada, isto é, uma educação voltada para a nossa realidade.

Pascom: Este projeto já foi executado em outros municípios?

Beró: Em 2010, este projeto foi executado em Juazeiro e Curaçá, munícipios da Bahia. Foi uma experiência muito boa com algumas escolas.

Pascom: Como é que vai ser feita a educação contextualizada?

Beró: A primeira fase do projeto compreende a conversa com os gestores, com a secretaria de educação e com a prefeitura, porque é um projeto que requer muita contrapartida do município, não só do ponto de vista de recursos, mas também de parceria, com a liberação de pessoas, acompanhamento, porque se não o projeto não irá dar certo já que nós estamos trabalhando com os gestores e os professores. Neste primeiro momento, nós estamos tendo esta conversa e fazendo o cadastro das escolas, identificando aquelas em que nós vamos trabalhar. Em seguida, nós temos que realizar um encontro em cada comunidade. Vão ser 84 encontros, onde serão apresentados o projeto e as responsabilidades da Articulação, da comunidade e do gestor, tanto agora como após a execução do projeto.

Pascom: Qual é o prazo de construção das cisternas?

Beró: Este é um contrato assinado em janeiro deste ano e tem o prazo de um ano para a execução. Então até janeiro do ano que vem nós precisamos prestar contas de tudo isso: cisternas construídas, oficinas realizadas de educação contextualizada, GRH (Gerenciamento de Recursos Hídricos) na escola. Tudo isso no prazo de um ano.

Pascom: Como é que é a composição da equipe responsável pela execução do projeto?

Beró: Para a execução deste projeto nós temos quatro pessoas: uma coordenadora (que faz a articulação), uma pedagoga (responsável pela educação contextualizada), um animador de campo (pessoa que acompanha a obra e faz o cadastro da escola) e um auxiliar administrativo, que disponibiliza toda a documentação e dados no sistema. Além disso, existe também a equipe da Articulação Sindical (Sindicato de Remanso, Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes, Colônia de Pescadores). 

Pascom: Após esta primeira fase (cadastro das escolas e conversas) quais são as outras fases do projeto?

Beró: Antes de responder, é bom lembrar que as escolhas destas escolas estão acontecendo com a sociedade civil. Aqui em Remanso nós decidimos construir cisternas nas escolas que possuem cisternas de 16.000 litros, porque elas não comportam os gastos de água. Em Pilão Arcado, já aconteceu um encontro, onde foram listadas as escolas que tem prioridade agora. Em Sento Sé, ainda não se tem este resultado (esta entrevista foi realizada no dia 09/03). A partir de março nós iremos lançar no sistema pelo menos 15 escolas já cadastradas e faremos uma capacitação de pedreiros. São 10 pessoas interessadas em se inserir no projeto e que querem aprender a construir a cisterna. E a partir de abril já começam as oficinas e o GRH, com merendeiras, porteiros. São 21 oficinas. O agendamento das oficias só será feito após o cadastramento das escolas.

Pascom: Os pedreiros serão pessoas das comunidades?

Beró: Nós pedimos que os municípios de Pilão Arcado e Sento Sé indiquem, cada um, cinco pessoas. E Remanso, se der, indicaria mais cinco, totalizando 15 pessoas. São pedreiros que precisam já ter experiência.

Pascom: A capacitação dos pedreiros envolve a educação contextualizada?

Beró: Ela vai ter o momento teórico e o momento prático, porque o profissional precisa conhecer o mínimo do que é a ASA, o porquê da realização destes projetos, como eles foram construídos, mostrando que foram resultado de muitas lutas e que melhoraram a vida de muitas pessoas.

Pascom: Por fim, gostaríamos você frisasse para a comunidade a importância deste projeto.


Beró: Apesar de ter sido o MDS que provocou a ASA a fazer este projeto, ele não é uma ideia do MDS, ele é uma ideia da sociedade civil. Nossos jovens hoje, nossas crianças, elas são formadas, educadas para sair do nosso semiárido, do nosso Nordeste e ir para a cidade grande. Então isso tem esvaziado os movimentos sociais, os campos. Mas nós moramos no melhor lugar do mundo, só precisamos aprender a conviver com o nosso local, com a nossa cultura, que é bela, rica. Portanto, a educação precisa mudar, porque a partir do momento que você trabalha isso na escola [a convivência com o semiárido], na educação da criança, ela vai entender muito mais do que você pegar um jovem já de 18 anos e tentar mudar a mentalidade dele. Nós escutamos muito o jovem dizer: “eu não quero ser igual ao meu pai, trabalhar na roça, sofrendo igual a ele”. Não é isso que nós também queremos ver. Ver pessoas trabalhando na enxada sem ter dinheiro, divertimento e não ter uma educação boa, uma escola boa e oportunidade para sair e estudar. Mas nós queremos que o jovem dê valor a nossa cultura e o nosso trabalho. Nós precisamos nos adaptar ao semiárido, mudar, talvez, algumas coisas, mas nunca perder de vista nossa cultura e nosso ambiente. Nosso semiárido bom, ótimo, que eu não troco por nada. Nós esperamos que os gestores abracem este projeto, porque a partir do momento que nós formamos jovens com essa educação voltada para a nossa realidade talvez nós iremos melhorar nossa vida ainda mais. 

A TELEVISÃO QUE ASSISTIMOS E OS POLÍTICOS QUE ELEGEMOS

07:48 - Não comentado
Por Érica Daiane Costa - jornalista

Duas coisas me inspiraram a escrever este texto: a revolta de um deputado baiano expressada no plenário da Assembleia Legislativa e as cenas do último capítulo da novela Império.

Cresce a cada dia o número de pessoas que reconhecem o poder da mídia, sua influência na vida das pessoas, muitas vezes moldando comportamentos, formando opiniões, direcionando o voto. A internet é um elemento bastante favorável a esta tomada de consciência, porém, há ainda muito o que avançar, pois ainda há também uma enorme parcela da população que nem se quer questiona este papel poderoso dos meios de comunicação, com forte destaque para a televisão.

Imagem da Internet
Os telejornais, novelas, programas de humor e outros “entretenimentos” são campeões em disseminar gostos, modas, preconceitos, posições políticas, sejam de forma explícita ou embutida em seus conteúdos, sempre tão atrativos ao público que mantém fiel a audiência. Mesmo acessando internet, realizando tarefas domésticas, comendo em casa ou em um restaurante, conversando na sala em família ou com visitas, paralelo a isso sempre mantemos o aparelho de Tv ligado. Não é novidade que no Brasil a maior parte desta audiência vai para a Rede Globo de Televisão, grande aliada da Ditadura Militar. Sim, pois havia um objetivo em comum entre o Regime Militar e as empresas de comunicação: instigar o crescimento do sistema capitalista no Brasil. Para isso, era estratégico o aumento do consumo, de produtos e de ideias.

Para o Governo Militar, a Tv, principalmente, seria um meio para se criar uma desejada integração nacional, inclusive em combate a quem quisesse “desagregar” a sociedade com ideologias diferentes das do Regime Militar e do capitalismo. Isso vem junto com a expansão da energia elétrica nas zonas urbanas e rurais e com o aumento da produção dos aparelhos de televisão.

Bem, isso explica então o porquê de até hoje ser tão comum a falta de pluralidade da televisão brasileira. Apesar do capítulo V da Constituição Federal de 1988 (Art. 220 a 224) tratar da obrigatoriedade dos meios de comunicação darem preferência aos conteúdos educativos, artísticos, culturais, regionalizar a produção jornalística, divulgar a produção independente, etc, o que se vê é a imposição da ideologia de poucas famílias ou grupos empresariais que violam mais um item da Carta Magna e formam os monopólios e oligopólios da comunicação no Brasil.

E o que nosso voto tem a ver com isso? Tudo. Dois fatos me chamaram atenção essa semana. Li uma matéria acerca da postura do deputado baiano Adolfo Menezes (PSD) que fez seu pronunciamento na Assembleia Legislativa indignado com uma cena da novela global Império. Segundo ele, saiu da sala constrangido com a cena de um beijo entre dois homens em um dos capítulos da última semana e ainda disse que já viajou ao lado de um casal homossexual em um avião e precisou tomar calmante para dormir. Mas vendo partes do último capítulo de Império, me veio uma inquietação: será se o deputado fará pronunciamento sobre as cenas de violência da novela? No último dia houve sequestro, assassinato, e ao longo de toda a trama houve inúmeras situações de violência.

Falso moralismo. Infelizmente é essa a postura de muitos políticos com mandato e de muitos telespectadores. Não apenas com relação à homossexualidade, mas a outros tipos de desrespeito aos direitos humanos, à diversidade, às liberdades. E a reforma da mídia, será se o nobre deputado Adolfo Menezes sabe o que é? Qual será a posição dele? São poucos as/os parlamentares que levantam esta bandeira. Hoje se fala em reforma na comunicação, mas não é motivo pra gente se animar, não sem antes mudar nossas decisões nas urnas.

Hoje, a maior parte da Câmara dos deputados e do Senado é cria da Rede Globo, da Ditadura Militar e de outras estruturas de poder que não tem nenhum interesse numa mídia educativa, progressista, comprometida com a diversidade brasileira e pluralidade de ideias de todas e todos que fazem esta nação.



CNBB DIVULGA NOTA SOBRE A REALIDADE ATUAL DO BRASIL

08:02 - Não comentado

Na última quinta-feira, 12/03, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota sobre a atual situação política do Brasil durante entrevista coletiva na sede da entidade em Brasília.

Quanto às manifestações, o presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, afirmou que no regime democrático elas são legítimas, mas frisou a necessidade de se preservar o Estado Democrático de Direito. “Depois de muitos anos difíceis pelos quais passamos durante o período do Regime Militar, creio que em nenhum momento deve ser quebrada essa ordem democrática”.

Na nota, a CNBB manifesta preocupação com o atual cenário político brasileiro, pois “o escândalo da corrupção na Petrobras, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, o aumento da inflação, a crise na relação entre os três Poderes da República e diversas manifestações de insatisfação da população são alguns sinais de uma situação crítica que, negada ou mal administrada, poderá enfraquecer o Estado Democrático de Direito, conquistado com muita luta e sofrimento”.

A entidade lembra que qualquer medida de combate à crise que desconsidere as necessidades do povo em benefício do mercado financeiro “nega a ética e devia-se do caminho da justiça”. Diz ainda que a saída da crise exige uma imediata reforma do sistema político brasileiro “que renove em suas entranhas o sistema em vigor e reoriente a política para sua missão originária de serviço ao bem comum”.

Por fim, a nota afirma que na democracia as manifestações populares são legítimas, mas precisam respeitar a conservação do patrimônio público e privado.


A seguir a íntegra da nota

Nota da CNBB sobre a realidade atual do Brasil

“Pratica a justiça todos os dias de tua vida e não sigas os caminhos da iniquidade” (Tb 4, 5)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 10 a 12 de março de 2015, manifesta sua preocupação diante do delicado momento pelo qual passa o País. O escândalo da corrupção na Petrobras, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, o aumento da inflação, a crise na relação entre os três Poderes da República e diversas manifestações de insatisfação da população são alguns sinais de uma situação crítica que, negada ou mal administrada, poderá enfraquecer o Estado Democrático de Direito, conquistado com muita luta e sofrimento.

Esta situação clama por medidas urgentes. Qualquer resposta, no entanto, que atenda ao mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e desvia-se do caminho da justiça. Cobrar essa resposta é direito da população, desde que se preserve a ordem democrática e se respeitem as Instituições da comunidade política.

As denúncias de corrupção na gestão do patrimônio público exigem rigorosa apuração dos fatos e responsabilização, perante a lei, de corruptos e corruptores. Enquanto a moralidade pública for olhada com desprezo ou considerada empecilho à busca do poder e do dinheiro, estaremos longe de uma solução para a crise vivida no Brasil. A solução passa também pelo fim do fisiologismo político que alimenta a cobiça insaciável de agentes públicos, comprometidos, sobretudo, com interesses privados. Urge, ainda, uma reforma política que renove em suas entranhas o sistema em vigor e reoriente a política para sua missão originária de serviço ao bem comum.

Comuns em épocas de crise, as manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. O que se espera é que sejam pacíficas. “Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e Instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva, que leva ao seu descrédito” (Nota da CNBB 2013).

Nesta hora delicada e exigente, a CNBB conclama as Instituições e a sociedade brasileira ao diálogo que supera os radicalismos e impede o ódio e a divisão. Na livre manifestação do pensamento, no respeito ao pluralismo e às legítimas diferenças, orientado pela verdade e a justiça, este momento poderá contribuir para a paz social e o fortalecimento das Instituições Democráticas.

Deus, que acompanha seu povo e o assiste em suas necessidades, abençoe o Brasil e dê a todos força e sabedoria para contribuir para a justiça e a paz. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda pelo povo brasileiro.
Brasília, 12 de março de 2015.

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida – SP
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

AGENTES DE PASTORAIS DA PARÓQUIA DE REMANSO PARTICIPAM DE ENCONTRO DE FORMAÇÃO

17:58 - Não comentado
DIOCESE DE JUAZEIRO REALIZA ENCONTRO PARA O ESTUDO DO DOCUMENTO 101 DA CNBB
 
 
A construção de um Brasil justo, fraterno e com menos desigualdade social e de renda exige a superação dos problemas relacionados ao modelo agrário brasileiro. O agronegócio é um sistema econômico e político concentrador de produção, riquezas e renda no meio rural. Ele é o responsável pela exclusão de várias categorias de agricultores, gerando inúmeras situações de violência.

Atenta a esta realidade, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou no ano de 2014 o documento 101 “A Igreja e a questão agrária brasileira no início do século XXI”. De acordo com Leonardo Ulrich Steiner, Secretário Geral da CNBB, o objetivo deste documento é “confirmar a exigência e a necessidade de ‘se chamar continuamente a atenção para os princípios de justiça, particularmente o princípio da destinação universal dos bens’”.

Nos dias 06, 07 e 08 aconteceu, em Carnaíba do Sertão (Juazeiro/BA), um encontro diocesano de formação destinado a apresentar, debater e estudar o documento 101 da CNBB. O facilitador do encontro foi frei Luciano Bernardi, que faz parte da coordenação colegiada da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Bahia e também da coordenação nacional.

CNBB e a Questão Agrária

Em 1980, a CNBB lançou o documento “Igreja e Problemas da Terra”, onde fez, pela primeira vez, a distinção entre terra de negócio e terra do trabalho. Este documento veio “em resposta aos muitos clamores dos trabalhadores e trabalhadoras do campo, vítimas de um processo de modernização da agricultura que os governos militares puseram em curso, sem levar em consideração os compromissos de reforma social que formalmente assumiram no Estatuto da Terra” (Doc. 101, parágrafo 1)

Em março de 2006, foi lançado o documento, pequeno e muito denso, “Os pobres possuirão a terra”, que contou com o aval de “112 bispos das Igrejas católica, anglicana e metodista e pastores sinodais da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil”. “A CNBB não foi contra, divulgou o documento e não fez nenhum boicote. Mas ela ainda não se sentia em grau de assumir este documento e de apoiar a realização desta reflexão e de sua publicação. Porém, admitia que era necessário se fazer uma reflexão”, destacou frei Luciano.

Finalmente, na páscoa de 2014, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentou o documento “A Igreja e a questão agrária brasileira no início do século XXI”, com o “propósito de fazer a leitura da realidade agrária brasileira nas condições históricas atuais, com todo rigor, mas principalmente observando-a como Pastores do Povo de Deus, a partir de uma perspectiva baseada em princípios éticos que justificam nossa palavra a respeito desse assunto grave, motivada pela profética e evangélica opção pelos pobres e orientada pela defesa da destinação universal dos bens da natureza, com respeito ao seu usufruto, de acordo com a Doutrina Social da Igreja”. (Doc. 101, parágrafo 3)

Sobre o processo de elaboração e apresentação do documento 101, frei Luciano destacou pelo menos três aspectos importantes: a) o documento expressa o anseio das pessoas da Igreja e dos movimentos sociais sensíveis à questão agrária e que apelavam para um posicionamento mais claro da Igreja a respeito do tema b) o documento é fruto de um longo debate que envolveu vários setores da Igreja, técnicos e cientistas sociais e c) a elaboração documento foi feita a partir do método do “ver, julgar e agir”, isto é, à luz do Evangelho, iniciar qualquer reflexão a partir da observação e compreensão da realidade concreta, apoiando-se na contribuição de vários sujeitos históricos, instituições e pessoas.

Segundo Leonardo Steiner, “A Igreja e a questão agrária brasileira no início do século XXI será um instrumento de trabalho, animação e de orientação para as nossas comunidades. Os movimentos e grupos sociais, que lutam pelo direito à terra e pelo cuidado dela, encontrarão no documento inspiração e ânimo para perseverar no caminho do serviço aos irmãos e irmãs”,

Estrutura do documento 101

O documento “A Igreja e a questão agrária brasileira no início do século XXI” é dividido em três partes. A primeira faz uma análise da atual situação agrária do Brasil, destacando as consequências do agronegócio para os povos da terra, das águas e das florestas. Pela primeira vez na história os bispos do Brasil se posicionam contra o agronegócio.

Esta parte traz ainda os clamores desses povos: indígenas, quilombolas, sem-terra e assentados, ribeirinhos e pescadores, produtores familiares, moradores das periferias das cidades, dos assalariados e trabalhadores em situação análoga à escravidão, além dos clamores da Terra.

A segunda parte é muito importante, porque trata da fundamentação teológica, bíblica e evangélica que orientou os bispos na elaboração e apresentação deste documento. Apoiados, sobretudo, em Ex. 3, 7-8 (“Tomei conhecimento dos sofrimentos de meu povo, desci para libertá-lo e fazê-lo sair para uma terra boa e espaçosa”), o documento ressalta que “a história do povo de Deus é marcada pela fidelidade à aliança entre Ele e o povo sofrido. Aliança que se manifestou nas três ações divinas: o Deus que vê, ouve e conhece as angústias e sofrimento dos oprimidos; o Deus que desce para dar-lhes terra, vida e liberdade e o Deus que envia seus profetas com a mesma missão de defender a vida do povo sofrido”.

Na terceira e última parte do documento, os bispos falam de sua ação evangelizadora e compromisso social. Posicionam-se com clareza em relação ao agronegócio, ao trabalho escravo, à defesa da natureza, aos cuidados com a água e à produção de energia. Dirigem sua palavra de Pastores do Povo de Deus aos povos da terra, das águas e das florestas, aos empreendedores e administradores do bem comum, ao Poder Executivo, ao Poder Legislativo, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

Apesar do documento mostrar uma realidade agrária dura e cruel, apresenta também vários sinais de esperança, como, por exemplo, a diversificação da produção, a existência de novos métodos e técnicas agroecológicas, a utilização do trabalho familiar e formas de cooperação interfamiliar e a defesa dos direitos à “terra de trabalho”.

Papa Francisco

Durante o encontro de formação, frei Luciano destacou a atuação do papa Francisco à frente da Igreja Católica e o apelo que ele faz por uma Igreja missionária, de saída, acolhedora, profética, que dialoga e que faz opção preferencial pelos pobres na luta contra as estruturas de opressão e pobreza.  Apresentou e leu trechos do discurso que o pontífice fez no Encontro Mundial dos Movimentos Populares, realizado entre os dias 27e 29 de outubro de 2014 no Vaticano.

Nesse discurso, papa Francisco falou sobre a reforma agrária e a importâncias dos movimentos populares ligados a questão da terra. Apelou para que nenhuma família fique sem casa, nenhum camponês sem terra e nenhum trabalhador sem direitos. Dirigindo-se aos movimentos populares afirmou “vocês não se contentam com promessas, também não esperam de braços cruzados. Vocês sentem que os pobres querem ser protagonistas”. E, em seguida, arrematou “terra, teto e trabalho são direitos sagrados. E se eu falo isso, tem gente que acha que o papa é comunista. Não entendem que o amor está no centro do Evangelho”.

Sobre a reforma agrária, o papa disse que ela é uma necessidade política e uma obrigação moral. Mas destacou que é preciso que os movimentos em defesa da terra se mobilizem. “Como é lindo quando vemos em movimento os Povos, sobretudo os mais pobres e os jovens. É um vento da promessa que aviva a esperança de um mundo melhor. Que esse vento se transforme em vendaval de esperança”.

Frei Luciano lembrou que “pela primeira fez um papa acolhe os movimentos sociais, respeita a sua autonomia e os encoraja a serem construtores de uma nova maneira de movimentar o povo, de se relacionar e de não aceitar certo tipo de manipulação que acontece também nos movimentos sociais”. Afirmou também que as palavras do papa já eram ditas na América Latina pelos melhores teólogos da Teologia da Libertação.

Avaliação do encontro

Os participantes consideraram o encontro bastante oportuno, necessário e participativo. Foi um momento de formação de mentalidade, debate de ideias e construção de pensamento. Para os presentes, a assessoria de frei Luciano fez recordar as várias vezes que Paulo Freire assessorou encontros de formação em Carnaíba do Sertão.  João Bosco, membro da Pastoral da Comunicação da paróquia de Uauá, afirmou que o encontro foi “um momento muito rico e muito forte”. Ele destacou a hora em que foram colocadas as alegrias, as esperanças e as conquistas do povo nestes últimos anos, como, por exemplo, as “conquistas da água, as cisternas, as fontes alternativas, a organização do povo nos Fundos de Pasto, a proteção da terra contra os grileiros, muitas políticas públicas que o governo adotou e que nasceram de iniciativas da Igreja”.

Frisou-se a necessidade do povo comprometer-se mais com as iniciativas da Igreja, a exemplo do Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Reforma Política, que conta com o apoio da CNBB e que está na fase de coleta de assinaturas. Em muitas paróquias as pessoas se recusam a assinar o projeto, seja por falta de interesse, seja por que tem medo de perder algum benefício social ou até mesmo por falta de comprometimento com um tema de extrema importância para o país.

Aliás, a luta por uma reforma do sistema político brasileiro que permita mais participação popular, melhore a democracia representativa e garanta a diversidade e pluralidade da cultura e sociedade brasileira é fundamental para a concretização das pautas apresentadas pelo documento 101 da CNBB. As eleições estão ficando cada vez mais caras e as empresas acabam elegendo seus representantes, que quase nunca têm compromissos com as demandas do povo.

Avaliou-se também que é preciso e urgente o empenho de todos e todas na luta pela democratização dos meios de comunicação. A grande mídia brasileira está concentrada nas mãos de poucas famílias e repercute, em seus espaços, a visão de mundo da elite e o pensamento neoliberal, descompromissado com os interesses dos índios, negros, quilombolas, ribeirinhos e moradores das periferias das cidades. 

A luta é árdua, porém o povo que se organiza e se mobiliza é capaz de grandes conquistas, porque, como afirmou um dos participantes do encontro, “Deus age quando o povo age”.

Encaminhamentos

Foram definidos vários encaminhamentos. Dentre eles, podemos destacar:

·                    Mobilizar o povo nas paróquias para a coleta de assinaturas do projeto de lei de iniciativa popular sobre a reforma política, elaborado pela Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, cujo objetivo é afastar o abuso do poder econômico, racionalizar o sistema eleitoral, promover a inclusão política das mulheres e demais grupos sub-representados e favorecer o uso dos mecanismos da democracia direta.

·                    Utilizar os vários meios de comunicação, como, por exemplo, rádios comunitárias, blogs, redes sociais para divulgação do documento “Igreja e questão agrária brasileira no início do século XXI”;

·                    Divulgar o documento também nas festas de padroeiros e durante o “Grito dos Excluídos”.

Toda essa movimentação será facilitada se a Igreja começar a “falar a mesma língua”, afinando seu diálogo em todos os lugares, seja no campo ou na cidade, e envolvendo-se cada vez mais com os problemas comuns e importantes das comunidades e do país.  


Pascom-Remanso, texto Marcos Paulo, foto Pascom-Diocese. 

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