AMPLIADA NACIONAL DAS CEBS DEFINE TEMA DO 14º INTERECLESIAL

08:28 - No comments

Representantes dos 18 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participaram, entre os dias 21 e 25 de janeiro, da Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), em Londrina (PR). O primeiro encontro do ano definiu o tema para o 14º Encontro Intereclesial, que acontecerá em 2016, na cidade do norte paranaense.

“CEBs e os desafios no mundo urbano” será o tema do 14º Intereclesial das CEBs e o lema recorda o livro do Êxodo. “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex 3,7). Em carta divulgada ao final do encontro, os participantes destacam a missão diante da realidade urbana. “Diante da complexidade do mundo urbano, as Comunidades Eclesiais de Base têm a missão de aprofundar a reflexão sobre as contradições da modernidade e apresentar caminhos de superação”, afirma o texto.

Com a presença do bispo de Tocantinópolis (TO) e referencial das CEBs, dom Giovane Pereira de Melo; do bispo de Cornélio Procópio (PR) e presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), dom Manoel João Francisco; e do arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, os participantes buscaram “fortalecer a unidade na diversidade de dons e serviços”, a partir da realidade local.

Na pauta do encontro estava o papel da Ampliada Nacional na dinamização da caminhada das CEBs no Brasil, aprofundamentos de eixos temáticos do próximo intereclesial, coleta de sugestões para elaboração do cartaz do evento e conhecimentos de locais na cidade onde seja possível realizar as atividades em 2018.



O livro “CEBs: Raízes e frutos ontem e hoje” foi lançado durante a ampliada. A publicação organizada pelos padres Benedito Ferraro e Nelito Dornelas é resultado de reflexões que surgiram após a realização do 13º Intereclesial das CEBs, ocorrido em 2014, na cidade de Juazeiro do Norte (CE).


Outros temas tratados na ocasião foram a retomada do projeto “Memória e Caminhada”, que em parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB) pretende arquivar e disponibilizar para pesquisa conteúdos sobre a atuação das CEBs no Brasil; esclarecimentos sobre a iniciativa da Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas; além de encaminhamentos para a próxima reunião ampliada.


Pascom-Remanso, com informações do portal da CNBB

JOVENS DA PARÓQUIA DE REMANSO PARTICIPAM DO CONGRESSO DIOCESANO DA PJMP

16:18 - No comments

Nos dias 23, 24 e 25 de Janeiro do ano de 2015, ocorreu na cidade de Sobradinho-Ba o 1º Congresso Diocesano da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP). Participaram desse evento centenas de jovens, com caravanas das cidades de Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova, Santana do Sobrado, Sobradinho, Sento Sé e Juazeiro. Como também a presença de representantes de outras dioceses como Ruy Barbosa e Senhor do Bomfim. De forma especial a paróquia Nossa Senhora do Rosário estava representada pelos jovens: Alessandro Paes Landim, Rosana Araújo, Ana Paula Luna, Otávio Neto, Bruna Cordeiro, Matheus Lopes, Reilson Santos e Quelim (Jovem representante do SASOP).

O Congresso teve como tema: Nossas vidas, nossas lutas e nossos sonhos. Bem assessorado, o tema foi debatido, trabalhado e discutido de forma dinamizada com bate papo e integração de todos os jovens participantes. Da mesma forma as oficinas que tiveram como temas: História da PJMP, Politicas Publicas, Redes Sociais, Projeto de vida e Juventude e Igreja, onde os mesmos foram apresentados pelos participantes dessas oficinas de forma expressiva como síntese do trabalho realizado.

A coordenação da PJMP da Diocese de Juazeiro preparou momentos marcantes que levou os jovens a uma profunda reflexão, até mesmo embargados pela emoção da percepção das realidades enfrentadas pala juventude. A observação dos problemas enfrentados pela pastoral em nível nacional foi possível compreender que toda a juventude é capaz de enfrentar todos os problemas e permanecerem firmes ao chamado de Cristo a lutar contra as injustiças.

Um dos grandes momentos do evento foi realizado no fim da tarde do dia 24 com a marcha contra o extermínio de jovens, onde foi refletida essa triste realidade que vem acabando aos poucos com a vida dessa população, perdendo jovens, que infelizmente na sua maioria são pobres e negros, exterminados por grande falha do sistema. Esses jovens são os novos mártires que perdem suas vidas sem explicações.

Na manhã do dia 25 o congresso contou com a presença de Roberto Malvezzi (Gogó) que fez memória do homenageado do evento, Dom José Rodrigues, Bispo que trouxe a PJMP para diocese e que enfrentou muitas lutas em favor da juventude desfavorecida. Esse evento deixou marcas profundas da importância dessa pastoral à vida comunitária, tendo a certeza de que raízes foram plantadas na vida de todos os jovens que participaram desse congresso.


“Somos gratos a Deus pelo despertar que esse congresso realizou em nossa história. Momentos que fortaleceram a nossa caminhada e nossas lutas” (PJMP Remanso BA)




Pascom-Remanso, fotos e texto equipe PJMP-Remanso

PE. BENEDITO CELEBRA MISSA NA COMUNIDADE MELANCIA DO ADALBERTO

08:26 - No comments
Na tarde do último sábado (24), comunidade de Melancia do Adalberto se reuniu com as comunidades circunvizinhas para celebração da eucaristia. A missa foi presidida pelo Pe. Benedito Rosa que celebrou dois sacramentos durante a celebração (Batizado e Primeira Eucaristia).



Pascom-Remanso, fotos e informações Michel.

VATICANO DIVULGA MENSAGEM PARA O 49º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

13:59 - No comments

"Comunicar a família: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor” é o tema da mensagem para o  49º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O evento será celebrado no dia 17 de maio, domingo que antecede Pentecostes. A íntegra do texto foi divulgada hoje, 23, durante coletiva de imprensa, no Vaticano.

Para a vivência e celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), prepara, todos os anos, um subsídio com orientações e sugestões de atividades para os regionais, dioceses, paróquias e comunidades.


O material é enviado as coordenações e lideranças da Pastoral da Comunicação (Pascom), responsáveis por articular e animar a comunicação nas igrejas locais. A Comissão orienta, também, o estudo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, que traz pistas de ação. Contato pelo e-mail: comsocial@cnbb.org.br.


Confira AQUI a mensagem do Papa na íntegra.



Pascom-Remanso, com informação do portal da CNBB

GRUPOS, MOVIMENTOS E PASTORAIS GANHAM UM NOVO ESPAÇO. CENTRO DIOCESANO DE PASTORAL.

10:49 - No comments

Localizado no final da Av. Adolfo Viana, na esquina com Carmela Dutra, as antigas instalações do Centro Catequético com a saída das Religiosas, foi transformada nas dependências das SOSE (Sociedade de Obras Sociais e Educacionais), e também sede da Cúria Diocesana e da Biblioteca D. José Rodrigues durante muitos anos.

Em 2007, a Cúria foi transferida para instalações próprias no Bairro Alto Maravilha. E o prédio passou a ser utilizado pela Catequese paroquial, por alguns movimentos de Igreja e para reuniões diversas, até 2013, quando, em vista da situação precária de conservação e higiene do prédio, foram suspensas as atividades no local e a Biblioteca foi doada para UNEB, onde fica aberta ao público.

No segundo semestre de 2014, iniciaram as obras para reforma geral do prédio: piso, forro, instalação elétrica, hidráulica e sanitária, reorganização do espaço, pintura e conserto geral... E, se Deus, quiser, no final deste mês de janeiro, estará tudo terminado. A paróquia da Catedral colaborou com a Diocese, de modo especial com a arrecadação feita pela Feira da Amizade, para a realização da obra.

Por que “Centro Diocesano de Pastoral”?

Porque são várias salas, (na realidade, são seis salas no térreo e um grande salão no 1º andar), onde poderão ser realizadas simultaneamente reuniões e atividades de pastorais diferentes. É um verdadeiro centro pastoral! Não está ligado a um movimento ou pastoral, está aberto à pastoral diocesana em geral. Como a Paróquia-Santuário da Catedral tem pouco espaço para suas atividades e, devida à sua proximidade, terá prioridade na utilização do centro e, por isso mesmo, será a responsável por ele.

Toda e qualquer atividade realizada no Centro Pastoral deverá ser combinada com a equipe responsável pela Catedral.

A obra termina no final do mês de janeiro. No entanto, falta todo o equipamento e móveis necessários para seu bom funcionamento. Esta é fase atual. Talvez demore um pouco para que tudo fique em seu devido lugar. Só, então, se pensará em algum ato de inauguração.

+ José Geraldo da Cruz, AA.

Bispo Diocesano



Veja fotos clicando AQUI.


Pascom-Remanso, com informações da Pascom-Diocese

RESENHA DO FILME “REINE SOBRE MIM”

16:55 - No comments

Reine sobre mim (Reign Over Me) é um filme de drama produzido em 2007. Foi escrito e dirigido por Mike Binder e produzido por Jack Binder. Apresenta, sobretudo, o drama de duas pessoas que foram amigas no tempo da faculdade de odontologia. A primeira é Alan Johnson (Don Cheadle), dentista bem sucedido, casado e pai de duas filhas. A segunda é Charlie Fineman (Adam Sandler), que perdeu a família (esposa e três filhas) nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2011 e que agora sofre, supostamente, de Síndrome de Estresse Pós-traumático.

Alan Johnson ficou sabendo que a família de Charlie foi vítima do atentado terrorista promovido pela Al Qaeda que derrubou o avião que ia para Washington. Ele sempre desejou reencontrar o amigo. Este desejo se realizou de maneira casual após Alan levar sua filha a casa de uma amiga e, em seguida, cruzar com Charlie na rua. O encontro entre esses dois velhos amigos vai revelar a existência de dois egos fragilizados e em crise, cada qual precisando encontrar em seu interior alguma maneira de lidar com suas angústias.

Profissional bem sucedido, Alan Johnson é aparentemente o modelo de homem feliz. Sören Kierkegaard diria que ele se enquadra no perfil de pessoa que aborda a vida eticamente, pois como um típico bom marido é fiel, observa as leis e respeita os compromissos familiares. Há no filme várias cenas que comprovam este estilo de vida escolhido por Johnson: diante da paciente que lhe deseja fazer sexo oral, mantém a altivez e firmeza de um marido fiel à sua esposa; cumpre rigorosamente as normas e regras que regem seu ambiente de trabalho, apesar de muitas vezes discordar da postura de seus sócios e funcionários, dormindo diariamente às 22h:30min para acordar no outro dia com disposição e cuida dos pais e de sua família com muito zelo.

Usando a terminologia de Friedrich Nietzsche, podemos afirmar que Alan Johnson é um típico artista apolíneo, pois predomina nele o espírito do deus grego Apolo. O dentista age no mundo a partir de um modelo de vida idealizado. Em nome deste ideal de vida (construído culturalmente), renúncia a seus desejos, instintos e satisfações. Por exemplo, na cena em que ele aborda a psiquiatra Ângela Oakhurst (Liv Tyler) faz o seguinte questionamento à médica: “todo homem tem hobby de homem, jogar pôquer, jogar golfe”. É ele que quer gozar destes prazeres, mas não pode, porque nos momentos de lazer tem que dedicar a sua vida à sua família. Aliás, participa de um curso de fotografia com a esposa, atividade esta que lhe causa um grande tédio. Alan Johnson se deixa, portanto, orientar pelo princípio de realidade, pois segundo Sigmund Freud as pessoas regidas por este princípio se caracterizam por cumprir normas sociais, culturais e religiosas, recalcando e reprimindo seus desejos e instintos.

No decorrer do filme, fica evidente que o estilo de vida assumido por Alan Johnson não lhe realiza por completo. Quando passa a conviver novamente com Charlie Fineman, a vida dele ganha novo sabor e ele se diverte e se alegra com os momentos em que passa com seu amigo. Porém, a vida dele em casa e até mesmo no trabalho não vai tão bem. No restaurante com Charlie, ele revela: “sabe Charlie a Janeane (Jada Pinkett Smith) e eu não estamos muito bem. Ela sempre me pede para eu me abrir, pra falar com ela e quando eu falo ela leva pro lado pessoal e a coisa fica veia”. Após o questionamento do amigo que pergunta o que Alan gostaria de dizer a sua esposa, a personagem de Don Cheadle responde: “eu preciso de espaço”. Em seguida, Johnson afirma: “eu odeio o que eu faço. A grana é boa. Eu juro: eu odeio colocar dentes falsos nos outros. Eu sou dentista e quando as pessoas precisam é legal. Essas pessoas eu entendo, mas tem uns babacas que dá vontade de dar um tapa na cabeça deles e dizer ‘levanta, acorda pra vida, tem muito mais coisas pra se preocupar do que com os dentes’.

Charlie Fineman mudou radicalmente sua vida após a morte de sua família em 11 de setembro de 2011. Ficou órfão ainda criança, parou de trabalhar depois que perdeu a esposa e as filhas e vive com os recursos provenientes da pensão paga pelo governo. Segundo sua sogra Ginger Timpleman (Melinda Dillon), “tem o suficiente para viver muito bem”. Isolou-se das pessoas para evitar ter que lembrar do passado. Foi diagnosticado com Síndrome de Estresse Pós-traumático e possui pensamentos suicidas.

A personagem de Adam Sandler evita de todas as formas tocar em seu passado e também não demonstra nenhuma expectativa de futuro. Porém, vive um presente de muita dor, sofrimento, angústia e desespero. Às vezes se mostra distante e se torna agressivo sempre que alguém tenta conversar com ele a respeito de seu passado. Na cena em que Charlie e Alan vão a um show de punk rock, os dois terminam brigando, com direito a cerveja no rosto de Alan, só porque ele tentou puxar conversa sobre a família de Charlie. Em outra cena no consultório odontológico em que Johnson trabalha, Charlie agride o amigo só por que foi questionado se sentia falta da época em que era dentista.

O instinto de morte reina sobre Charlie, pois suas atitudes e ações são marcadas pelo ódio e a destruição, manifestando-se em desejos de agressividade. Não quer de forma alguma se aproximar de terapeutas, considerando-os nojentos e “com cara de mané”.

A existência é construída diariamente a partir das escolhas e renúncias que a pessoa humana vai fazendo ao longo da vida. Somos livres, fadados à liberdade diria Jean-Paul Sartre, um projeto existencial que constrói identidade ao projetar-se em direção ao mundo, aos seres do mundo. Inseridos no mundo da vida, somos responsáveis por aquilo que escolhemos ou deixamos de escolher. Negar isso é agir de má-fé. Vivemos e convivemos (alguns se atormentam) com a realidade da angústia da escolha.

Seriamos nós totalmente livres em nossos desejos, escolhas e decisões? Somos mesmos senhores em nossas casas? Charlie certamente diria que não, pois jamais desejaria perder a família em um acidente trágico e se estivesse no controle de tudo não permitiria que seus entes queridos entrassem naquele avião. É a velha contradição entre liberdade e determinismo. O revolucionário Karl Marx, que conclamava os proletários e oprimidos a se unirem para mudar radicalmente a sua realidade, afirmava: “os homens fazem a história, mas não a fazem como querem. Eles a fazem sob condições herdadas do passado”.

A visão trágica da vida revela justamente a contradição que existe entre determinismo e liberdade. Os gregos pré-socráticos, por exemplo, tinham plena convicção de que a vida é devir e infinitamente maior que o sujeito de ação e que o desejo do mundo submete o querer particular. Os cristãos vivem um drama semelhante, pois sabem que Deus os criou com livre-arbítrio, mas tem que conciliar esta certeza com o ensinamento de São Paulo que diz: “aqueles que Deus antecipadamente conheceu, também os predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho, para que este seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm. 8, 29)

Charlie Fineman certamente possuía todas as credenciais para uma vida feliz: profissional liberal de sucesso e pai em uma família feliz. Aí veio o acidente e tudo em sua vida mudou. Toda aquela capacidade de planejamento, estabelecimento de objetivos, metas e tarefas, isto é, a racionalidade da vida, não foi capaz de prever e prevenir a fatalidade que vitimou sua família. “Por detrás dos seus pensamentos e sentimentos, meu irmão, há um senhor mais poderoso, um guia desconhecido. Chama-se ‘eu sou’”, diria Nietzsche à Charlie. Aliás, o filósofo chamava esse senhor mais poderoso de vontade de potência. Já Arthur Schopenhauer falava simplesmente de vontade, ao passo que Henri Bergson, elã vital. É como dizia Freud: “não somos donos de nossa própria casa”. Citação que vem calar fundo no coração de Charlie, sujeito até então consciente e convicto de suas escolhas.

Alan Johnson sabia que o amigo estava passado por dificuldades e que precisava de ajuda. “O cara tá sofrendo lá. Lá é muito triste, amor. Aquilo é um mar de tristeza”, confessou a sua esposa a respeito do mundo (a casa) em que Charlie vive. Mas antes de ajudá-lo era preciso convencer Fineman de ele precisava de ajuda. Em psicanalise, é fundamental para o sucesso da terapia que o paciente reconheça o caráter psicológico de seus distúrbios e a disposição para experimentar e tentar mudanças. Porém, Charlie era avesso a qualquer tipo de terapia e ficava agressivo todas as vezes que alguém sugeria que ele precisava se tratar.

Talvez Charlie queria se tornar um sujeito esteta, no entendimento de Kierkegaard, na crença de que assim seria capaz de superar seu desespero. O protótipo do indivíduo que escolhe viver uma vida estética é Dom Juan, que busca a máxima satisfação do prazer no tempo presente, evitando a repetição e tentando fazer único cada instante da vida.

Esquecer o passado, não projetar o futuro e viver intensamente o presente, eis a estratégia de Charlie para lidar com seu sofrimento.

Para Santo Agostinho, o passado e o futuro só existem no presente. O primeiro enquanto memória e o segundo como antecipação. Se repararmos bem, a memória do passado provoca sentimento de nostalgia, quando aquilo que passou é afirmado, ou sentimento de culpa, quando aquilo que passou é negado. Da mesma forma, a antecipação do futuro é positiva quando se vive na esperança ou negativa quando se teme o que há de vir. Ficar preso a uma dessas sensações, nostalgia ou esperança e culpa ou temor, impossibilita a vivência do presente.

Charlie Fineman é perturbado pelo sentimento de culpa e temor. Na cena em que Johnson recebe a notícia da morte do pai, Fineman aparentemente ignora o fato e convida Alan para sair e tomar um cafezinho ou fazer outra coisa como, por, exemplo, comer comida chinesa. Na verdade, não é que Charlie foi insensível com a dor do amigo, só temia que ele sofresse com a perda de um ente querido. Podemos, inclusive, sugerir que Charlie evita fazer novos amigos e não quer apostar numa nova relação porque teme a possibilidade de perdê-los no futuro.

Na conversa com Alan no restaurante, Charlie revela que reforma constantemente a cozinha de sua casa porque da última vez que falou com a esposa ela estava no aeroporto de Boston, esperando o avião, e ligou para ele para falar sobre a reforma da cozinha e ele não deu muita atenção, além de ter sido grosso com ela. Talvez esta revelação explique o motivo pelo qual Charlie só entra ou deixa alguém entrar em sua casa com os pés descalços. Sua mulher não permitia que ele pisasse no tapete da sala com os pés calçados. Assim, acredita que essa proibição é uma forma de mostrar que ele amava a esposa.

Ao ver a situação do amigo, Alan afirma que ele tem que superar tudo isso e arremata: “garanto que você disse várias coisas bonitas para ela [a esposa] e você vai superar isso”. Em seguida, Charlie, em mais uma demonstração clara de que teme o futuro do amigo, preocupa-se com o rumo da relação entre ele (Johnson) e a esposa.
A situação de Charlie exige um tratamento que seja capaz de fazê-lo superar sua dor e sofrimento. A sua aceitação em se submeter ao tratamento só possível por causa do apoio oferecido por Alan, que se comprometeu, apesar da discordância de Janeane, em ajuda-lo.

O filme não se preocupa em mostrar em detalhes o tratamento de Charlie com analista Drª Ângela Oakhurst. Porém, podemos tecer algumas observações importantes sobre a terapia psicanalítica. Ela começa após a entrevista inicial. O filme não mostra este processo, mas é sempre importante destacar que a entrevista inicial é fundamental para o andamento do tratamento psicoterapêutico, pois, a depender do desempenho do terapeuta, ela contribuirá para a construção de vínculos de empatia entre o paciente e o terapeuta. Seu objetivo é levantar informações sobre o analisando a respeito de seu funcionamento psíquico, isto é, suas condições emocionais, mentais, materiais e circunstanciais. De posse dessas informações e a partir da articulação dos dados fornecidos, o terapeuta será capaz de orientar a pessoa para determinada atividade terapêutica.

Na entrevista inicial, o analista faz o diagnóstico motivacional do paciente, identificando o real interesse do mesmo com relação ao tratamento, bem como suas expectativas. O sucesso do tratamento psicoterapêutico depende da formação de uma aliança terapêutica necessária, positiva e estável entre o ego do analista e o ego do paciente. Esta aliança começa a ser construída na entrevista inicial.

A relação do paciente com o terapeuta deve ser objetal racional, dessexualizada e desagressificada. Nas poucas sessões que mostram Charlie com sua terapeuta, o que podemos perceber é um sujeito impaciente, agressivo e obcecado pelos seios da analista.

O trabalho do analista tem como objetivo fazer com que o ego do paciente renuncie às suas defesas patogênicas ou encontre outras mais convenientes. Existe uma parte do analisando que quer falar. Porém, há uma outra que cria resistências ao analista, ao trabalho do terapeuta e ao lado racional do ego do paciente. O objetivo da aliança terapêutica é criar as condições que permitam ao paciente superar estas barreiras que o faz evitar dizer alguma coisa. Para isso, o paciente precisa confiar no analista. O estabelecimento desta confiança só é possível quando o analista constrói com seus pacientes vínculos de empatia e mantém uma atitude de aceitação ao paciente sem dominá-lo e sem julgá-lo.

O interessante no filme é que Charlie confia apenas em Alan, tanto que nas poucas vezes em que falou de sua relação com a família foi com Johnson. Este certa vez advertiu a filha mais velha, após ela fazer um piada sobre Charlie, dizendo: “filha não fale assim, está bem? Não julgue as pessoas porque é falta de educação”. Alan nunca obrigou Charlie a fazer alguma coisa e nunca o desafiou com um olhar de julgamento. Pelo contrário, sempre se mostrou disponível a ajudá-lo quando ele quisesse.

Não sabemos o destino das personagens, pois Reine Sobre Mim não se preocupa em mostrá-lo. Mas à guisa de conclusão, podemos destacar o papel da amizade e da liberdade partilhada na construção da existência e na superação dos problemas tão comuns numa vida que por vezes manifesta seu viés trágico. Não estamos nunca no controle de tudo.


Por derradeiro, citamos uma passagem do livro O existencialismo é um humanismo de Jean-Paul Sartre: “se verdadeiramente a existência precede à essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens [...] Se a existência, por outro lado, precede a essência e se quisermos existir, ao mesmo tempo em que construirmos a nossa imagem, esta imagem é válida para todos e para toda a nossa época. Assim, a nossa responsabilidade é muito maior do que poderíamos supor, porque ela envolve toda a humanidade”.

Pascom-Remanso, Texto: Marcos Paulo 

DECENÁRIO DA PARÓQUIA DE CAMPO ALEGRE DE LOURDES DE 01 A 11 DE FEVEREIRO DE 2015

16:44 - No comments

A Paróquia de Campo Alegre de Lourdes/BA estará realizando entre os dias 01 e 11 de fevereiro de 2015 o Decenário da Festa de sua Padroeira, Nossa Senhora de Lourdes, com a seguinte programação:


1ª NOITE – Dia 1° de Fevereiro (Domingo)
Tema: Fraternidade: Igreja e sociedade
Lema: Eu vim para servir (cf. Mc 10, 45)
Pregadora: Dona Perpétua

2ª NOITE – Dia 02 de Fevereiro (segunda-feira)
Tema: Sacramentos: Abrindo caminhos para a missão evangelizadora
Pregador: Pe. Guilherme - Pároco da Paróquia Santo Antônio (Pilão Arcado - Bahia)

3ª NOITE – Dia 03 de Fevereiro (terça-feira)
Tema: Dízimo: Sinal de amor e gratidão a Deus e de pertença a sua Igreja.
Pregador: Pe. Benedito Rosa - Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Remanso - Bahia).

4ª NOITE – Dia 04 de Fevereiro (quarta-feira)
Tema: Juventude: Chamada a dar testemunho de Jesus Cristo no mundo.
Pregador: Pe. Edicarlos Sena - Pároco da Paróquia Santana (Santana do Sobrado, Casa Nova - Bahia).

5ª NOITE – Dia 05 de Fevereiro (quinta-feira)
Tema: A exemplo de Maria caminhamos com Jesus a serviço dos irmãos.
Pregador: Pe. Francisco Ernane

6ª NOITE – Dia 06 de Fevereiro (sexta-feira)
Tema: Preservar o meio ambiente para que todos tenham vida no presente e no futuro.
Pregador: Pe. Claudimiro - Vigário da Paróquia Santo Antônio (Pilão Arcado - Bahia)

7ª NOITE – Dia 07 de Fevereiro (sábado)
Tema: Política públicas em busca de uma sociedade mais justa para todos.
Pregador: Roberto Malvezzi

8ª NOITE – Dia 08 de Fevereiro (Domingo)
Tema: Família: primeira responsável pela Catequese.
Pregador: Pe. Aluísio - Pároco da Paróquia São José Operário (Casa Nova - Bahia).

9ª NOITE – Dia 09 de Fevereiro (segunda-feira)
Tema: A família: primeira escola das virtudes sociais e dos valores cristãos.
Pregador: Pe. Anchieta

10ª NOITE – Dia 10 de Fevereiro (terça-feira)
Tema: A Igreja, sinal de esperança para todos.
Pregador: Dom João Cardoso (Bispo da Diocese de São Raimundo Nonato - Piauí).

11ª NOITE – Dia 11 de Fevereiro (quarta-feira) DIA DA FESTA.
09h – Missa solene na Igreja Matriz.
17h – Procissão e em seguida Santa Missa, na praça da Matriz.

Missas:
Dia 01/02 (Domingo) às 09h 30min – Missa para as crianças.
Dias 05/05 (Quinta-feira) às 09h 30min – Missa para os doentes
Dia 08/02 (Domingo) às 06h 30min – Benção das chaves dos carros.

Confissão comunitária:
Dia 04/02 (quarta-feira) após a missa, confissão para Senhoras.
Dia 06/02 (sexta-feira) após a novena, confissão para os Senhores.
Dia 08/02 (domingo) após a novena, confissão para Jovens.

Confissões individuais: 
Procurem um Sacerdote na Igreja, antes da novena ou durante o dia na Casa Paroquial.

Leilão:

Dia 07/02 (sábado) após a novena.

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO DE REMANSO REALIZA REUNIÃO PARA AVALIAR CAMINHADA DE 2014 E PLANEJAR 2015

08:25 - 1 comment

Na última terça feira, 20/01, a equipe da Pascom de Remanso realizou sua primeira reunião do ano. Participaram do encontro os comunicadores Auricélio Bacelar, Herbert Fabiano, Marcos Paulo, Michel Campinho, Reilson Santos e Valdivino Neto. Na pauta: avaliação da caminhada da pastoral no ano de 2014 e alguns encaminhamentos para o ano de 2015.

Na avaliação do grupo, o ano de 2014 foi bastante produtivo no que diz respeito a melhora dos espaços de atuação da Pascom, em especial, o blog e o perfil no Facebook. Destacou-se também a criação do programa "Ritmo Pastoral", que vai ao ar todas as terças-feiras a partir das 18:15h (durante o horário de verão o programa está sendo exibido às 19:00h).

Por fim, a reunião serviu para encaminhar algumas questões fundamentais para a caminhada da pastoral em 2015:

- Um substituto para a possível saída de Reilson do programa "Ritmo Pastoral" em março;
- A divulgação da Pastoral da Comunicação junto à comunidade;
- O trabalho de formação dos comunicadores da Pascom;
- A participação da Pascom na Assembleia Paroquial de Pastoral de 2015;
- A aquisição de recursos materiais (câmera fotográfica, gravador);

- A relação da Pascom com seus parceiros (STR, Sasop, Irpaa etc.).

CONGRESSO DIOCESANO DA PJMP “NOSSAS VIDAS, NOSSAS LUTAS E NOSSOS SONHOS”.

10:45 - No comments

Com o objetivo de fortalecer a caminhada da PJMP na Diocese de Juazeiro/BA, diante das transformações e desafios contemporâneos, reafirmando o protagonismo juvenil no meio popular e impulsionando a vivência do projeto libertador de Jesus Cristo na sociedade e na Igreja, para celebrar, planejar e fazer uma grande articulação, a Pastoral da Juventude do Meio Popular da Diocese de Juazeiro – Bahia, estará realizando de 23 a 25 de janeiro, no Município de Sobradinho/BA, o I Congresso Diocesano da PJMP, com o Tema: “Nossas Vidas, Nossas Lutas e Nossos Sonhos”.


O Congresso está pensado em dois momentos: o primeiro é a realização do congresso com as reflexões voltadas ao tema com momento de formação, de debate, festa e celebrações. Será concentrada em 05 eixos (Plenarinhas): Historia da PJMP; Juventude e Igreja; Juventude e Redes Sociais;Juventude e Projeto de Vida eJuventude e Políticas Públicas. No segundo momento é a Marcha da Juventude do Campo e Cidade e nela destacar o combate ao extermínio da juventude, que a cada dia cresce em cada município, a maioria juventude negra.

Programação do Congresso
Dia 23/01/2015
Sexta-feira
Dia 24/01/2015
Sábado
Dia 25/01/2015
Domingo
08 às 17h – Credenciamento
19h – Mística de Abertura
20h – Espaço cultural
05h – Alvorada
07h – Café
08h – Oração inicial
08h30 – Plenária “Nossas Vidas”
09h30 – Plenária “Nossas Lutas”
10h30 – Cafezinho
11h – Plenária “Nossas Sonhos”
12h – Almoço
14h – Plenarinhas
17h - Marcha da Juventude do Campo e Cidade
18h30 – Jantar coletivo
20h30 – Noite Cultural
23h30 – Recolher
08h – Mística
08h30 – Apresentação das Plenarinhas
10h30 – Cafezinho
11h – Celebração de Envio
12h – Almoço e retorno


Mais informações contatar a secretaria executiva do congresso através dos e-mail’s: pjmpdiocesejuazeirobahia@gmail.com ou pjmp@sajuc.org.br
Pelos telefones: (74) 3538-2927/8845-1417/8804-0579
Blog do Congresso da PJMP

COMO COMUNICAR O DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

15:17 - No comments

No terceiro capítulo da “Evangelli Gaudium” que trata do anúncio do Evangelho, o papa Francisco teceu belas reflexões sobre a importância da homilia e de sua preparação. Para ele, “a homilia é ponto de comparação para avaliar a proximidade e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo”. Deus deseja alcançar o coração de seu povo através das palavras do pregador. Este, portanto, assume uma grande responsabilidade perante as pessoas quando se dirige a elas para anunciar o Evangelho por meio da homilia.

A homilia não é tanto um momento de catequese e de meditação, mas sim “o momento mais alto do diálogo entre Deus e o seu povo, antes da comunhão sacramental”, afirma Francisco. E continua: “aquele que prega deve conhecer o coração da sua comunidade para identificar onde está vivo e ardente o desejo de Deus e também onde é que este diálogo de amor foi sufocado ou não pôde dar fruto”. Em seguida faz um alerta: “a homilia não pode ser um espetáculo de divertimento” e a palavra do pregador não pode ocupar um lugar excessivo no contexto da Liturgia, pois pode correr o risco de desequilibrar a harmonia da celebração litúrgica e o pregador pode acabar brilhando mais que o próprio Senhor.

Se observamos bem, estas colocações do papa Francisco vão de encontro ao ego bastante exaltado de muitos pregadores que a gente vê por aí. Na voz deles, a homilia se transforma numa “pregação puramente moralista ou doutrinadora”, transformando-se numa lição de exegese que impede a união dos corações que se amam: o do Senhor e os de seu povo.

O pregador precisa preparar uma homilia “simples, clara, direta e adaptada”. “A simplicidade tem a ver com a linguagem utilizada. Deve ser linguagem que os destinatários compreendam, para não correr o risco de falar ao vento” (EG nº 158). Uma linguagem clara e adaptada ao repertório cultural da comunidade facilita a comunicação, sobretudo quando o pregador tem que comunicar uma mensagem que muitas vezes é de difícil apreensão.

Exemplo de pregação simples e adaptada ao repertório cultural de um povo

Este exemplo está ilustrado no livro “Maria: toda de Deus e tão humana” do irmão marista Afonso Murad.

Certo dia um missionário foi celebrar a Festa da Imaculada Conceição numa comunidade do interior. Pensa consigo mesmo: “Como vou falar de mistério tão grande e complicado? Se começo com ‘Pecado Original’ e ‘Concupiscência’, vou trazer mais confusão que explicação”. Então, indo para a igreja, percebe que há muitas goiabeiras na região. Começa a pregação: “meus irmãos e minhas irmãs! Quem tem pé de goiaba em casa?”. Quase todos levantaram a mão. Ele continua:

Vocês já viram como as goiabas são saborosas, cheirosas, vermelhas e bonitas? Mas, infelizmente, as nossas goiabas têm muito bicho. O bicho de goiaba as castiga. Como seria bom se todas as nossas goiabas fossem grandes, bonitas, doces, sem bicho.

Dentro do seu projeto, Deus queria que cada um de nós fosse como uma goiabeira sem bicho. Deus sonhou que fôssemos como árvores bonitas, cheias de bons frutos de bondade, amor e justiça. Mas cada um de nós sabe que não é assim. Sentimos o pecado que nos atrapalha, como o bicho de goiaba. A festa de hoje nos dá muita esperança, pois nos diz que Deus fez uma criatura humana, do jeito que ele sonhou para todos. Uma pessoa que não se deixou contaminar pelo egoísmo, pelo comodismo, pelo orgulho, pela ilusão do poder. Uma árvore cheia de frutos bons. É claro que Maria recebeu uma benção especial de Deus. Mas ela soube desenvolvê-la, fazê-la crescer. Goiabeira sem bicho, mas sem fruto, não vale nada. Maria soube aproveitar todo o amor de Deus, que ela recebeu, e o transformou em frutos bons.

Não somos imaculados, como Maria. Temos pecados, que nos atrapalham a vida. Mas cada um recebe a graça e a benção de Deus, para ser uma árvore vistosa, com folhas, flores e frutos. Alguns têm muita erva-de-passarinho nos galhos e bicho nos frutos. Deus nos acolhe e nos ama assim mesmo, pois é misericordioso. Podemos olhar Maria e pedir a ela, que é toda cheia de Deus, que nos ajude nesta caminhada. Vamos cantar juntos:

Imaculada, Maria de Deus, coração pobre acolhendo Jesus.
Imaculada, Maria do povo, mãe dos aflitos que estão junto à cruz.
Um coração que era sim para a vida, um coração que era sim para Deus.
Um coração que era sim para o irmão, reino de Deus renovando esse chão.

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