Novena e Festa do Padroeiro da Comunidade Pimenteira - 22/04 a 01 de maio de 2016

09:54 - Não comentado

A comunidade de Pimenteira, desta Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA, estará realizando novenário a seu padroeiro entre os dias 22 de abril a 01 maio de 2016.

São José é uma figura muito querida na fé do povo cristão. Os operários sentem um carinho especial por ele e o lembram como seu patrono. Também é patrono da Igreja e das famílias e padroeiro de várias igreja; e, em especial, da comunidade Pimenteira.

Serão dias de muita fé, oração, partilha e confraternização. Você e sua família é convidado a participar.





Pastoral da Criança da Paróquia São Antônio de Pilão Arcado realizou assembleia de ramos

10:30 - Não comentado

Aconteceu nos dias 08, 09 e 10 de março de 2016, no Centro de Treinamento Palmeiras de Elim em Pilão Arcado, uma Assembleia de Ramos da Pastoral da Criança. O evento contou com a participação de 40 pessoas vindo dos Ramos: Santo Antonio, Esperança, Padre Guilherme e Nossa Senhora do Rosário. Todas as Pessoas receberam as orientações de Hildonay Costa que é multiplicadora do Guia do Líder 2007 na diocese de Juazeiro.

A assessora conversou com os participantes sobre a missão da Pastoral da Criança, papel da coordenação de comunidade, estágios de evolução das comunidades e campanhas de doação para a Pastoral da Criança através da Coelba, segundo nos informou Ana Angélica coordenadora do Ramo Esperança.

O encontro foi muito rico em informações tirando muitas dúvidas, deixando os monitores mais seguros para contribuir com a missão que une fé e vida na Pastoral da Criança.
  



Pascom/Remanso, com informações e fotos da Pastoral da Criança, Pilão Arcado-BA.


Paróquia Nossa Senhora das Grotas prepara-se para celebrar o V ano da “Hora da Graça”

11:02 - Não comentado

A Catedral Santuário Nossa Senhora das Grotas, em Juazeiro (BA), prepara-se para celebrar o quinto ano da ‘Hora da Graça’. O ritual religioso é realizado todas as quintas-feiras na Catedral, durante a benção do Santíssimo.

Segundo o pároco da Catedral, padre Josemar Mota, a celebração é o momento para os fiéis “experimentarem a misericórdia de Deus, na busca constante de sermos testemunha do Senhor, usando de compaixão para com nossos irmãos, principalmente os pobres, tristes, abandonados.“

Os cinco anos da Hora da Graça serão celebrados neste sábado (9), a partir das 19h30, na Via Show, área central da cidade. São esperadas caravanas de diversas cidades da região, paróquias e comunidades da Diocese para participar do encontro de fé.



Pascom/Remanso, informações de Ricardo Souza - Pastoral da Comunicação  - Paróquia N. Sra. das Grotas.



Oportunismos em tempo de ódio. Não passarão!

10:53 - Não comentado
Abaixo: Aloysio Nunes, Aécio Neves, Geraldo Alckmin. Acima: Antônio Imbassahy, Paulinho da Força e cia.

O cenário não é muito favorável para a democracia brasileira, tendo em vista muitos problemas acerca da conjuntura política, social, econômica e moral. São nesses tempos, de crise, que oportunistas se apresentam como “salvadores da pátria”.

Se voltarmos na história, lá na década de 20 na Itália, de 30 na Alemanha e 60 no Brasil, veríamos figuras que se prestaram a esse papel e mobilizaram a sociedade, apoiado pela burguesia, com discursos semelhantes. Tanto contra a corrupção, quanto à abordagem com ódio e de abominação da discussão política.

Foi dessa forma que Benito Mussolini em defesa do Fascismo, Adolf Hitler do Nazismo e Carlos Lacerda do Golpismo se puseram como salvadores da pátria, jogando a sociedade em uma profunda convulsão social e de caráter.

Semelhante ao Brasil de hoje, nessas épocas a polarização era tamanha que, quem era contra o Fascismo na Itália, o Nazismo na Alemanha e contra a UDN-Carlos Lacerda no Brasil, “pactuava com a corrupção e com os erros econômicos que preocupavam o consumo das famílias”.

Existia, assim, uma visão “preta e branca” diante da situação no momento: “de um lado o bem; do outro, o mal”.

Na Itália e Alemanha, o Nazifascismo ganhou muita força com o amplo apoio da classe média. No Brasil, os mesmos setores sociais que Itália e Alemanha saíram às ruas em apoio às mobilizações udenistas, travestidas de “combate à corrupção e ao comunismo”.

Forças retrógradas e conservadoras se viram apavoradas com uma ideologia que pregava o “fim da propriedade privada, a igualdade social e fim da exploração da mão de obra do proletariado em interesse de um capitalista”. No contexto, pactuado com os grandes meios de comunicação, voltaram-se contra o Comunismo. As ferramentas utilizadas ao combate foram o despertar do ódio contra os ideais comunistas e a quem os pregava. Dalí ganhava força qualquer forma de atuação de poder que fosse de combate ao Comunismo, até mesmo ideologias de cunho racista, xenófoba, machista, intolerante à diversidade e à liberdade religiosa, intelectual, sexual, etc., como foram às manifestações na Itália, Alemanha e Brasil antes de golpe de 64.

Por conta de tudo isso, a filósofa Marilena Chauí, conclui que “a classe média sempre ficou em dissonância com a democracia”. Esses mesmos setores que marcharam/marcham doentiamente a favor do “Nazifascismo”, sempre foram objetos de manipulação e de atropelo do debate político. Essa camada formada a partir de uma nova ramificação social constituída em classes, naturalmente se formou numa espécie de proletariado “zumbi”, sem cérebro e reprodutores da própria opressão. Ou se resume exatamente como diz Chauí: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante”. 

Esses setores movidos ao ódio, alimentado por uma imprensa golpista, ao que transparece, elegem “salvadores da pátria”. Ontem foram Mussolini, Hitler e Lacerda. Sabemos muito bem o que aconteceu. Hoje é Jair Bolsonaro que, aos auspícios delirantes de quem defende a volta da ditadura militar e vocifera contra os programas sociais/democracia/liberdade, tem um crescente apoio – traçado pelo perfil social, cultural e educacional – da classe média.

Ainda sobre o forte avanço dos setores golpistas, figuras como Eduardo Cunha, Silas Malafaia, Sérgio Moro e Aécio Neves, com o amplo apoio dos grandes meios de comunicação – a quem são aliados – traçam um golpe e contribuem com a convulsão política-moral.

Os “paladinos da ética surfam” na demagogia por ter seus “podres” abafados e arquivados, seja por meio de influência política, intimidação psicológica, física ou achaque moral. Não passarão!

Investigações, delações e declarações desmascararam a desfaçatez desses “moralistas” que fazem discurso de ódio e contra a corrupção. Não passarão!

Movimentos políticos agressivos se mobilizam e provocam achaque a quem ousa expor uma opinião de cunho democrático ou defender a democracia. Para tanto, num ato covarde, uma mulher agrediu o Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, “acusando-o de comunista”. Não passarão!

Quem viu as manifestações de apoio ao golpe, presenciou um espetáculo do ódio e do analfabetismo político. A maior parte das pessoas que manifestaram com a camisa da CBF – que é investigada por corrupção –, declarou ódio às políticas sociais, às cotas, à democracia, à liberdade individual. Não passarão!

Por certo, vemos novamente o acender do furor de uma classe beligerante que nasceu das entranhas do que há de pior no Capitalismo: nazifascistas e os seus capatazes. Mas estes, novamente, não passarão!



Por Matheus Rodrigues – colaborador da PASCOM/Remanso, militante do Levante Popular da Juventude e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Vale do São Francisco.





Pescadores e pescadoras artesanais do São Francisco estão reunidos/as até domingo na Ilha do Fogo

11:29 - Não comentado

Na manhã desta sexta-feira (01), cerca de 500 pescadores e pescadoras artesanais dos diversos estados que compõem a Bacia do São Francisco saíram em caminhada da praça da catedral de Juazeiro (BA) até a Ilha do Fogo, na divisa com Petrolina (PE), onde permanecem até o próximo domingo (03). As/os ribeirinhos participam de um Congresso que traz como tema “Grito do Rio e seu Povo na busca do Bem Viver!”.

A abertura do Congresso foi um momento para chamar atenção da população local para a luta dos/das pescadores/as, o que não se desvincula da defesa do Rio São Francisco. Com discursos, faixas, gritos de ordem e música, as/os militantes expressaram suas angústias, reivindicações e conquistas. Para o pescador Geraldo Dias, de Casa Nova (BA), é importante receber aqui na região companheiros/as de outros estados que, segundo ele, estão sofrendo as mesmas dificuldades devido a degradação do rio. Segundo o pescador, que é conhecido como Geraldo Cari, o grito dos/das pescadores/as do Vale do São Francisco é pra que “acabasse com os agrotóxicos, acabasse com os esgotos que caem no nosso rio, acabasse com a baixa do Lago de Sobradinho, que tá tirando todo sustento nosso”.

O objetivo central do evento, segundo a Irmã Neusa Francisca, membro do CPP, é discutir os problemas, mas definir também “estratégias de encaminhamentos pra ver quais são as saídas que as comunidades pesqueiras organizadas podem buscar juntas buscando solução para os problemas que aqui estão sendo levantados”. A Irmã acompanha as/os pescadores no Alto São Francisco, a exemplo de Buritizeiro (MG), e relata que empreendimentos como mineradoras e hidrelétricas, além da ação de fazendeiros vem impactando a pesca artesanal e até expulsando estas comunidades tradicionais de seus territórios.

“Nós sabemos que tem um causador de tudo isso, é a ganância para ganhar muito dinheiro, isto não é justo, porque estão tirando do povo pobre, o povo de Deus, pra levar pros grandes, isso é injusto”, desabafa Geraldo Cari, reafirmando que o Congresso é um espaço para refletir essa realidade, bem como somar esforços na defesa da vida do Rio São Francisco. “Por acaso se acontecer a morte do Velho Chico, o que será do nosso país? Por isso a gente tá numa luta e é muito importante essa participação de todos os estados”, reforça.

O evento segue com mesas de discussão, ranchos temáticos, místicas, apresentações culturais. Diversas temáticas estão em debate, a exemplo da gestão e sustentabilidade da pesca artesanal, vazão ecológica e os grandes projetos no São Francisco, Revitalização proposta pelo governo X Revitalização Popular, Soberania Alimentar, Agroecologia, Mudanças Climáticas, Educação Contextualizada, etc. O encerramento acontece na manhã de domingo com apresentação de Síntese do Diagnóstico e das Perspectivas e com uma celebração final.



Pascom-Remanso, com texto e foto: Comunicação Irpaa



Crise política, econômica e moral

15:59 - Não comentado

O Brasil, hoje, vive uma dramática crise existencial no campo social amplamente divulgada pelos grandes meios de comunicação – em especial a Rede Globo de Comunicação, umas das maiores emissoras de TV e rádio do mundo. Eis que passamos por um momento extremamente complicado na vida política brasileira, influenciando em todos os setores da sociedade.

Ao passo que a crise política se aprofunda, aumenta a preocupação quanto ao desenvolvimento do país, acompanhado com exclusividade da crise econômica e moral.

Nesta terça-feira, 29/03, o PMDB, partido da base aliada do PT e o partido com maior número de candidatos na Câmara e Senado, aprovou a saída da parceria com o Planalto com gritos de euforia “pedindo a saída do PT e Michel Temer presidente”. Diante desse evento, o que podemos concluir? Ora, estão tramitando às pressas e por atropelo jurídico no Congresso o processo de “Impeachment” da presidenta Dilma Rousseff, com ampla mobilização do presidente da Câmara, Eduardo Cunha-PMDB/RJ, e oposição, Aécio Neves e companhia. Eduardo Cunha, como se sabe por investigações da Lava Jato e da Operação Zelotes, é dono de contas ilícitas fora do país com dinheiro de propina da Petrobras e réu no STF por esconder estas da Receita Federal.

Aécio Neves, defensor ferrenho do “Impeachment”, é outro envolvido diretamente na Operação Lava Jato, uma vez que foi beneficiado no esquema de distribuição de propina de Furnas.

Por falar na lista da Odebrecht, cabível à Polícia Federal e o STF discernir quem recebeu propina ou quem recebeu doação legal, é interessante notar que quase todos os políticos da oposição citados na lista defendem a tese “Impeachment” da presidenta Dilma.

Quanto à tese do “Impeachment”, sem qualquer embasamento jurídico legal, é levado aos passos largos pelo autoritarismo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apoiado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, sucessor na linha da presidência.

E contra a presidenta Dilma Rousseff, o que consta de ilícito contra ela? Até onde podemos ver, absolutamente nada. Nem mesmo o objeto (Pedalada Fiscal) de discussão na comissão avaliadora do “Impeachment” – que é um golpe – é visto como um crime lesa-pátria, para muitos juristas e economistas conceituados; e, ainda que fosse visto como crime, 16 governadores teria que ser impedidos de seus mandatos. Simples.

Acerca dos fatos, não vemos divulgação da ação dos demais políticos, apenas exclusivamente de uma única figura, Dilma Rousseff, sendo covardemente atacada de todos os lados. Tanto pelos partidos e políticos da oposição, tanto pelo judiciário e a grande mídia.

Aí que vem a pergunta: em que a Rede Globo contribui para a crise política, econômica e moral? Não obstante dos fatos, o editorial jornalístico se compromete em exclusividade com “Impeachment”, que podemos chamar facilmente de golpe. A partir disso, armam um cenário midiático de caos político-econômico-social e ético, alinhando somente a um grupo político todas as acusações, sem demonstrar imparcialidade no viés jornalístico e o comprometimento ético com as informações.

É dessa forma que a Rede Globo contribui para a crise. Portanto, à medida que ela manipula as notícias que chegam à população, aumenta o teor da insatisfação somente com o governo, alienando a opinião pública. Na economia isso provoca instabilidade ao que diz respeito o consumo interno e investimento externo. Com isso, desencadeia vários problemas subsequentes, como a diminuição do consumo que diminui a atividade industrial, assim empregando menos ou demitindo, gerando desemprego.
 
Ao que diz respeito à crise moral, a Rede Globo contribui isentando partidos e políticos da oposição, tanto na Operação Lava Jato ou em qualquer outra investigação. Estes partidos e políticos da oposição pedem o golpe para engavetar investigações e processos que pesam contra si. Vale lembrar que a Rede Globo é alvo de investigações por corrupção. Tanto a RBS – filiada no Rio Grande Sul – quanto à Globo central são investigadas por crime de sonegação fiscal. Como diz o ator e comediante Gregório Duvivier: “querem tirar Dilma para roubar mais”.

Tendo por base isso e mais coisas, como exemplo o amplo do apoio da Rede Globo à Ditadura Militar, sabemos quais são as pretensões dessa mídia. E sabemos, mais ainda, a sua contribuição para esse cenário.

À prova de tudo, manifestantes sairão às ruas nesta quinta-feira, 31/03, e pedirão o fim do monopólio da mídia. Principalmente, a revisão da concessão da Rede Globo de Comunicação, empresa que banca um golpe novamente aqui no Brasil. Repetindo os gritos da rua e da manifestação do 18/03: “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.




Por Matheus Rodrigues – colaborador da PASCOM/Remanso, militante do Levante Popular da Juventude e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Vale do São Francisco.




O eleito para Bispo Coadjutor, Frei Beto Breis escreve para todos os fiéis da Diocese de Juazeiro

16:21 - Não comentado

Exmo Dom José Geraldo da Cruz, bispo diocesano,
Estimados Irmãos no sacerdócio,
consagrados, consagradas e todo o Povo de Deus da Igreja que está em Juazeiro,

Paz e Bem!

"Com certeza, em quem é nomeado bispo surge um sentimento muito forte de responsabilidade e de amor por sua nova diocese. Sente no coração que está vinculado a essa nova realidade e deseja servi-la com todas as forças" (Cardeal Martini)

Poucas palavras expressam tão oportunamente o que sinto neste momento, desde minha nomeação para o serviço de vocês como bispo coadjutor, como essas do sábio e exímio pastor Carlo Maria Martini (+2012). Desde que o Senhor Núncio Apostólico me apresentou a eleição por parte do santo Padre tenho buscado informações sobre a sua realidade e a sua História, o que muito tem alegrado meu coração e interpelado minhas disposições interiores.

Sendo natural do Estado de Santa Catarina fiz opção já no tempo de profissão temporária de viver e trabalhar como franciscano no Nordeste do Brasil. Sou catarinense de coração nordestino, de identificação com esta terra e sua gente, de sotaque com resquícios barriga-verdes, mas com fortes marcas cearenses e pernambucanas. E isso me alegra bastante! Depois de duas décadas conciliando a dedicação do Povo de Deus em paróquias e comunidades com o serviço da formação inicial e animação dos confrades, foi-me confiado no último Capitulo (Assembleia) de nossa Província a tarefa de Ministro Provincial, de "lavar os pés dos irmãos" (como tanto frisava São Francisco). Com as mesmas prontidão missionária e humilde e sincera disposição de servir à Igreja acolhi a nomeação do Papa Francisco para ser o bispo coadjutor dessa Igreja Particular.

Minha cidade natal dica banhada por uma baia que os espanhóis ao avistarem em meados do século XVI pensaram tratar-se de um rio, o rio São Francisco... do Sul. Sentir-me-ei em casa junto às águas do "Velho Chico", com a missão de ser e "fazer pontes", estreitando laços de comunhão eclesial e estimulando uma Igreja "em saída", missionária e samaritana (como tão bem assinala a bela e reconhecida História dessa porção do Povo de Deus).

Como vocês sabem, a cidade de Juazeiro nasceu a partir de uma Missão dos frades de nossa Província Francisca de Santo Antônio (de 1706 a 1840), uma Missão marcada por contradições próprias da época, mas também por um ardor missionário com fortes acentos de despojamento (que os franciscanos chamamos de Minoridade) e abnegação que hoje nos desafiam e interpelam. A bela imagem da Virgem das Grotas, Padroeira da cidade e da Diocese, é testemunha desses primórdios da Evangelização nessas paragens baianas e acena para a presença materna da "Virgem feita igreja", como chamava o Santo de Assis. Irei movido e co-movido pela mesma Paixão pelo Evangelho e pela decisão de fazer-me irmão e servidor dos irmãos. O lema que escolhi,"Nasceu por nós no caminho" (natus fuit pro nobis en Via) é um trecho de um salmo natalino composto po São Francisco de Assis. Ao encanto pelo Senhor Oni-ponte que humildemente fez-se pequeno e pobre, nosso irmão, soma-se a exigência de seguirmos suas pegadas, colocarmo-nos permanentemente a caminho ("in via"), em permanente estado de Missão e de conversão eclesial.

Sou francisquense, franciscano e, a partir de agora, serei sãofranciscano, bebendo das àguas do "rio da integração nacional" e percorrendo ruas e estradas da Diocese com o cajado de pastor e as sandálias de frade menor.

Agradeço a terna acolhida que tenho recebido desde o anuncio da minha nomeação para esse ministério junto a vocês. Conto com suas orações para que possa assumir com fidelidade e entusiasmo a vocação de discípulo missionário e "testemunha próxima e alegre de Cristo, Bom Pastor" (DocAp, n. 187), para que seja um Pastor com "o cheiro das ovelhas" (Papa Francisco), a exemplo dos que apascentaram esse rebanho desde a criação da Diocese.

Atenciosa e afetuosamente,

Frei Beto Breis, ofm
Bispo Coadjutor Eleito

Diocese de Juazeiro Bahia.



PASCOM-Remanso, com informações da Catedral Diocesana




Não ao golpe!

08:37 - Não comentado

Desde o ano passado, por conta de uma grave crise política-econômica, a presidenta Dilma Rousseff e o PT, vem sofrendo gradativamente com as intempéries políticas-judiciais que cercam o Planalto. Por um lado, há investigações de uma operação chamada Lava Jato que reitera o combate à corrupção – até então – e visa à identificação dos “parasitas” da nossa maior estatal, Petrobras; por outro lado, ou no mesmo, o alinhamento da Lava Jato – questionada por muitos juristas renomados, artistas, políticos e até mesmo pela cobertura da grande mídia – em afunilar as suas investigações a poucos políticos e figuras da área.

À medida que as investigações se aprofundam e encontram políticos representantes de grandes corporações ou de conduta ética duvidosa, cresce o tom do achaque político e a pressão sobre a votação do “impeachment” do mandato da presidenta Dilma. Ou, até mesmo, a prisão sob uma suspeita contestável e inconstitucional, considerada por muitos juristas, do ex-presidente e agora Ministro da Casa Civil, Lula.

É válido notar, entre muitas outras coisas, quem são os defensores e financiadores desse movimento político que “beira” o fascismo – ou de fato é fascista! – e nega toda política. São por vezes sensato refletir e analisar a conjuntura fora da visão dos grandes meios de comunicação, onde os mesmos escondem e manipulam notícias em prol de um interesse comum entre uma mínima parcela da sociedade, a elite.

Evidenciar que estamos assistindo a um golpe é uma forma de esclarecer que setores mal intencionados da sociedade estão claramente descontentes com o caminho que a nossa nação está tomando. Detalho: não que estejam descontentes com a queda da renda da classe trabalhadora, com o cenário econômico preocupante ou até mesmo com a corrupção: hipocritamente as atacam e pregam um golpe (por vielas do “Impeachment”) com o apoio dos grandes meios de comunicação para esconder sua (s) e de aliados denúncia (s) e processo (s) pendente (s) pelo próprio objeto de discurso. Por ora, também, há aquela parcela – crescente, por sinal; e mínima, dependendo do caso – que marcha nas sombras e demonstra o temor à democracia e à liberdade, buscando no fundamentalismo religioso ou ideológico, o ódio em lidar com a diversidade no campo social, racial, sexual, religioso e de gênero.

Por vezes, é preciso tomar cuidado e abrir os olhos para não deixar que o essencial seja perdido, tirado à força e posto à mediocridade. Esse cenário político-midiático revela a indecência e desfaçatez de quem sempre teve privilégios e ainda ousa pedir a volta da ditadura militar em manifestações que deixa bem claro o teor do ódio às minorias marginalizadas das políticas públicas, aquém do gozo dos plenos direitos constitucionais e sociais.

Está claro e muito bem definido quem ganha com o “Impeachment”. Claramente, não será o povo e muito menos a democracia. Há uma pressão política-midiática por um processo que analisado tecnicamente, não tem base jurídica para aprová-lo; dessa forma, é usado de exclusivo oportunismo de certos segmentos duvidosos da nossa sociedade para desfocar das investigações contra si e manipular a opinião pública, pura e exclusivamente, ao benefício próprio e de aliados.

O conselho está dado. O golpe vem aí, às pressas, a todo vapor e está sendo televisionado. Abra o olho!




Por Matheus Rodrigues – colaborador da PASCOM/Remanso, militante do Levante Popular da Juventude e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Vale do São Francisco.


Sexta-feira Santa é celebrada na Paróquia Nossa Senhora do Rosário com missa, via sacra e encenação; Veja programação

10:59 - Não comentado

A Sexta-feira da paixão sucede o fim da Quaresma, período de penitência de 40 dias que começou na quarta-feira de cinzas.

O feriado da Paixão de Cristo é o primeiro dos três dias que celebram a ressurreição do Messias dos cristãos - o Tríduo Pascal -. De acordo com a doutrina cristã, Jesus morreu na cruz para salvar os seres humanos dos seus pecados.

Durante este tempo a Paróquia Nossa Senhora do Rosário realizou, toda sexta-feira, a via sacra (memória do caminho que Cristo teria percorreu carregando a cruz antes de morrer), meditando à luz do subsídio da Campanha da Fraternidade/2016, que nos convidou, e convida, a refletirmos sobre o tema: casa comum, nossa responsabilidade.


Hoje, sexta-feira da Paixão, foi realizada, logo pela manhã, a última via sacra, que teve início na Igreja Matriz, seguindo até o cemitério local. Durante o percurso o grupo de jovens dramatizou as estações.

“Não podemos deixar de lembrar o principal objetivo deste feriado: o sacrifício de Cristo em prol de toda a humanidade! Vamos aproveitar e fazer uma reflexão sobre o nosso comportamento. Estamos sendo bons cristãos? Estamos ajudando o próximo, a exemplo da mensagem que Jesus nos deixou? Tenha uma boa Páscoa!”
Jesus foi humilhado, torturado e morreu na cruz para nos salvar… Ele passou por todo esse sofrimento em silêncio, sem reclamar, pois, a sua fé era maior do que qualquer dor física. Vamos ter Jesus como um exemplo de força e perseverança para nossas vidas! 

Programação:

25/03 - SEXTA FEIRA SANTA
06:00h - Via Sacra (saindo da Igreja Matriz com destino ao Cemitério local)
09:00h às 12h - Ofício da Paixão - Creche São José
10:00h - Meditação do Terço - Rádio Comunitária Zabelê FM
15:00h - Reza do Terço da Misericórdia - Rádio Comunitária Zabelê FM
17:00h - Ofício da Paixão - Igreja Vila Santana
19:30h - Celebração da Paixão do Senhor - Igreja Matriz, logo após Procissão das 7 dores de Nossa Senhora

26/03 - SÁBADO SANTO - IGREJA MATRIZ
20:00h -  Bênção do Fogo Novo; 
               Procissão da Luz; 
               Proclamação Solene da Páscoa do Senhor; 
               Bênção da Água; 
               Renovação das Promessas do Batismo; 
               Celebração Eucarística.

27/03 - DOMINGO DE PÁSCOA
10:00h - Missa Solene da Páscoa do Senhor com as crianças e Batizados - Igreja Matriz
17:00h - Missa Solene da Páscoa - Igreja Vila Santana
19:30h - Missa Solene da Páscoa - Praça da Matriz



Pascom-Remanso, com informações e fotos (via celular) Auricelio Bacelar



Paixão e Morte de Jesus, crise política e outras reflexões

10:28 - Não comentado

Muitas vezes, ouvimos a narração da Paixão e Morte de Jesus Cristo e não paramos para refletir a profundidade e a atualidade deste episódio. A Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é para nós, cristãos e cristãs, a razão da nossa fé.

Quando refletimos a Paixão e Morte de Jesus Cristo, alguns questionamentos nos vêm à cabeça: Quais são as pessoas que Simão Pedro representa? Por que Caifás disse: “é conveniente que um só homem morra pelo povo?” Qual o significado da aliança entre o poder religioso e o poder político na condenação de Jesus? Quem condenou Jesus: o povo judeu manipulado pelo poder religioso ou Pilatos que sucumbiu diante da pressão popular? Por que Jesus foi condenado injustamente? De que forma o ódio a Jesus foi sendo cultivado no coração do povo judeu? Já que Pilatos sabia que não havia motivo nenhum para condenar Jesus, por que mesmo assim Ele foi condenado? O que significa a fala de Jesus a Pilatos: “quem me entregou a ti tem maior pecado”? Quais são as pessoas que Maria representa no episódio da Paixão e Morte de Jesus?

O convívio de Simão Pedro com Jesus nos mostra uma pessoa cuja personalidade é muito parecida com o nosso modo de ser. Somos todos seres humanos e por isso fraquejamos na caminhada. Muitas vezes, somos atingidos por dramas existenciais do tipo: Será que todo o meu esforço valeu à pena? Por que lutar tanto se as coisas não mudam? Por vezes, abraçamos o mundo e nos comprometemos a fazer diversas coisas, mas na hora de agir e suportar os desafios que se apresentam na caminhada, acabamos desistindo. O mesmo Pedro que negou Cristo por três vezes é o mesmo Pedro que falou para Jesus: “Senhor, contigo estou pronto para ir até mesmo para a prisão e para a morte”.  
A proposta de Jesus é de uma vida abundante para todos. Para isso, não podemos aceitar uma realidade onde poucos têm muito, enquanto muitos não têm quase nada. Uma vida abundante para todos significa, portanto, uma realidade onde impere a igualdade social. Não podemos nos calar diante das desigualdades. Quando votamos, devemos escolher candidatos e partidos comprometidos com a luta sofrida do povo, que continua pedindo por justiça social. É recorrente, na história do Brasil, a tentativa de perseguir partidos e destruir pessoas, políticas ou não, que lutam a favor dos pobres e marginalizados e pela construção de uma sociedade mais justa. Muitas vezes admiramos pessoas que ajudam os pobres, porém nos incomodamos com aquelas que questionam as causas da pobreza.  Dom Hélder Câmara dizia: “quando ajudo os pobres, me chamam de cristão, mas quando questiono as causas da pobreza, me chamam de comunista”. Questionar as causas da pobreza significa combater os privilégios e a idolatria do dinheiro. Significa, também, destruir as barreiras que separam a Casa-Grande da Senzala.

Da mesma forma que há pessoas empenhadas na luta por um mundo mais justo e fraterno, existem aquelas que se incomodam com a ascensão social dos pobres. Utilizam até mesmo a religião como instrumento de manipulação e alienação das pessoas. Para manter a realidade como está, é preciso convencer a maioria do povo que a ideologia da elite é a melhor. Dessa forma, o povo corre o risco de acreditar, por exemplo, que a corrupção no Brasil passou a existir de 12 anos para cá; que tirando do poder a presidente do Brasil as coisas vão melhorar; que se um pobre hoje pode fazer um curso universitário é devido, simplesmente, a seus méritos e não fruto, também, de políticas públicas de acesso à universidade; que existe, mesmo sem prova, um chefe de uma quadrilha que comanda a corrupção no Brasil; que o grande problema do Brasil é a corrupção; que se alguém denuncia os abusos e crimes que são cometidos nas investigações, é porque esta pessoa é contra o combate à corrupção.

Quem acredita nestes argumentos, acaba correndo o risco de estar sendo manipulado em nome dos interesses da elite, que não aceita que o Brasil mudou muito de um tempo para cá.

Pilatos sabia que Jesus não era criminoso, pois não havia provas contra Ele. Uma das bases que fundamenta uma sociedade civilizada é esta: todo indivíduo é inocente até que se prove o contrário. Se não aceitamos este fundamento, voltamos à época em que as pessoas eram condenadas antes mesmo de serem investigadas, denunciadas e julgadas.

Não seria exagero nenhum afirmar que quem condenou Jesus foi o ódio presente no coração do povo manipulado, que pedia a Sua crucificação. Neste sentido, podemos dizer que Pilatos simplesmente ouviu a voz das ruas, lavando suas mãos e entregando Jesus para ser devorado pelas feras. Jesus não teve direito a um julgamento justo.

Mas quem manipulou o povo contra Jesus? Vemos claramente que foi a religião a serviço dos interesses dos poderosos. Quando uma determinada religião se fundamenta numa fé sem vínculo nenhum com a realidade do povo, fica mais fácil que seus seguidores sejam manipulados por seus líderes. Estes se aproveitam das fragilidades emocionais inerentes a nossa condição humana e acabam fazendo com que seus fieis cultivem valores que negam o Evangelho, como, por exemplo, o desrespeito com relação às pessoas e culturas que lhes são diferentes, a discriminação, o preconceito, entre outros. Estes são valores que incitam o ódio.

Muitos ainda criticam a Igreja do Brasil quando ela propõe a Campanha da Fraternidade no tempo da Quaresma. Costumam dizer que a Igreja está fazendo política. Porém, os temas da Campanha sempre dizem respeito à realidade do povo, como, por exemplo, a questão do saneamento básico. Quantas pessoas sofrem por falta de um saneamento básico adequado em nossa cidade! Voltemos o nosso olhar para a Vila Matilde, onde seus moradores convivem com o esgoto a céu aberto, com a falta de água, com a falta da drenagem das águas da chuva e com os mosquitos. Será que é isto que Deus quer?

A mídia também pode se transformar em um poderoso veículo de manipulação, sobretudo quando os meios de comunicação ficam concentrados nas mãos de poucos grupos ou famílias, como é o caso do Brasil. A grande mídia brasileira tem seus interesses (que coincidem com os interesses da elite e do capital financeiro) e, ultimamente, está empenhada em atiçar a população contra alguns grupos e pessoas políticas. É preciso que nós escutemos as várias opiniões sobre um determinado tema para só em seguida emitimos a nossa opinião. Lembre-se: a mídia gosta de falar em nome da democracia, mas a história nos mostra que nem sempre ela lutou em favor da ordem democrática.

O povo que conscientemente se deixa manipular e não questiona está pecando da mesma forma que os manipuladores. Às vezes, tendemos a desiludir do presente e não acreditar mais no futuro, negando tudo aquilo em que acreditávamos como fez Pedro.  Porém, a nossa postura deve ser a mesma de Maria, mãe de Jesus e nossa. Ela caminhou ao lado de Jesus durante toda a Sua vida e nunca duvidou ou negou os ensinamentos de Seu Filho amado. O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que ouve, guarda e coloca a sua Palavra em prática. Colocar a Palavra de Jesus em prática significa colocar-se a serviço de quem mais precisa e identificar-se com a dor e a luta daqueles que clamam por justiça social. 



Pascom-Remanso, imagem da internet.




Uma Semana Santa pela Paz no Brasil

09:42 - Não comentado

Seria interessante que os cristãos preocupados com a paz e a justiça se voltassem essa semana santa para o jejum e oração pelo Brasil. Não nos esqueçamos que essas foram as grandes armas dos maiores pacifistas do mundo, como Gandhi, Luther King, Mandela, D. Hélder e o próprio Jesus.

Não cabe a nós cristãos jogar gasolina no ódio que divide a sociedade brasileira. E corremos o risco de ver voltar regimes autoritários que tantas desgraças trouxeram ao país.

Lembremo-nos que a Igreja Católica colocou o povo na rua em 1964, com a Marcha da Família. Hoje não é mais preciso que Igreja cumpra esse papel. Setores da grande mídia e as redes sociais se encarregam de organizar e inflamar as paixões que estão nas ruas.

Lembremo-nos que nesse momento da história, todos os elementos que estiveram nos outros golpes continuam na praça: setores da grande mídia, a classe média branca, os empresários. Mas, esse golpe ainda não tem a digital da Igreja e dos militares.

Pelas declarações, a CNBB pede serenidade nesse momento, inclusive alertando continuamente sobre o risco de quebrarmos nossa frágil ordem democrática.

As multidões nas ruas estão divididas. De um lado setores privilegiados que querem a qualquer custo a derrubada da presidenta, de outro os grupos que fazem a defesa da democracia, ainda que não das mazelas do atual governo.  

No fundo não está apenas o combate à corrupção, mas o pretexto da corrupção para interesses subterrâneos de poder, tanto em nível nacional como internacional. Podemos combater a corrupção sem quebrar a ordem democrática.

Lembremo-nos das vítimas da ditadura civil-militar de 1964: Frei Tito, Pe. Henrique, os dominicanos, tantas lideranças populares e de comunidades presas, torturadas e mortas durante esse período.

Lembremo-nos também dos jornalistas, dos líderes operários e sindicais, a exemplo de Santo Dias da Silva.

Lembremo-nos do sofrimento imposto a tanta gente de Igreja ou pessoas de boa vontade que pagaram na pele e na sua família o peso do ódio cego.

Lembremo-nos que a ditadura não precisa ser necessariamente militar – “O avanço da ditadura civil brasileira”     http://www.robertomalvezzi.com.br/visao/index.php?pagina=3&artigo=82   -, mas pode ser simplesmente civil, decretada por um ou mais juízes, por um grupo de parlamentares, com a legitimação de profissionais e organismos de mídia.


Um pouco de oração e jejum pelo Brasil fará bem a todos nós.



Fonte: Roberto Malvezzi (Gogó)



Comissão da CNBB emite nota sobre o Dia Mundial da Água

09:22 - Não comentado

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota por ocasião do Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março desde 1992. No contexto das comemorações, a Comissão enseja unir-se “a todos os que trabalham pela preservação deste bem natural”.

Leia o texto na íntegra:

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24)

Nas comemorações do Dia Mundial da Água, a Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), une-se a todos que trabalham pela preservação deste bem natural, fonte da vida em todas as suas expressões. A água é um direito humano, por isso, deve ser assegurada de forma universal e gratuita a todas as populações.

Com 12% da água potável do mundo, o Brasil é um país privilegiado em recursos hídricos. Ainda assim, convive com o drama da falta de água em inúmeras regiões. O desmatamento da Mata Atlântica, do Cerrado e da Amazônia para a expansão do agronegócio; o aumento do uso de agrotóxicos; o uso de fontes, córregos, rios, poços artesianos para irrigação com vistas à produção e ao lucro; a ausência de ações de saneamento básico nas cidades e comunidades rurais são alguns fatores do desequilíbrio no ciclo da geração e da qualidade da água.

A tragédia ocorrida em Mariana, em novembro do ano passado, com o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, ceifando vidas e contaminando toda a Bacia do Rio Doce, é um alerta para os riscos de atividades que exploram o solo sem levar em conta a preservação do meio ambiente e o respeito à vida.

É urgente estancar esses problemas que comprometem os cursos d´água e sua qualidade, atingindo especialmente os mais pobres. Agrava essa situação a ameaça de privatização da água como nos alerta o papa Francisco. “Enquanto a qualidade da água disponível piora constantemente, em alguns lugares cresce a tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado. Na realidade, o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida, radicado na sua dignidade inalienável” (Laudato Si, 30).

A Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano ajuda-nos a tomar consciência desta realidade ao recordar-nos que o cuidado com a Casa Comum é responsabilidade de todos.  Para tanto, é nosso dever lutar por políticas públicas que garantam o direito de todos ao saneamento básico que implica o acesso a água potável com qualidade e um eficaz tratamento do esgoto a fim de que se preservem os rios e córregos.

É igualmente importante que o estado brasileiro desenvolva programas de educação que ajudem na formação de uma nova consciência social, politica e ecológica comprometida com a preservação do Planeta Terra, nossa Casa Comum.

Maria, Mãe e Rainha da Criação, nos ajude a contemplar e proteger cuidadosamente este mundo que o Pai nos confiou!

Dom Guilherme Werlang, MSF
Bispo de Ipameri/GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/comissao-da-cnbb-emite-nota-sobre-o-dia-mundial-da-agua/

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