CFE/2010

18:45 - Não comentado


A QUEM SERVIR?
O lema da Campanha da Fraternidade deste ano "vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" parace ser uma afronta ao mundo globalizado, consumista e hedonista no qual vivemos. Num primeiro momento a Igreja parece radicalizar numa posição inconciliável com os apelos da realidade que vivemos no cotidiano.
Precisamos de dinheiro. Lutamos e nos sacrificamos no trabalho, por ele. Ele pode significar nossa independência, autonomia, liberdade. Permite acesso a bens que nos garantem conforto, segurança, sobrevivência.
Por outro lado, sabemos bem que a posse de bens materiais não é certeza de felicidade. O dia-a-dia está cheio de exemplos de pessoas que "têm tudo" e vivem frustradas, infelizes, amarguradas.
É possível encontrar o equilíbrio?
Ouvindo algumas críticas ao tema da Campanha da Fraternidade deste ano, cresceu em mim o disejo de compartilhar uma reflexão que tenho feito sobre certos conceitos, como o de riqueza, ou de "homem rico", tal como os percebo nos textos bíblicos.
A meu ver, Jesus não tem problemas com a riqueza. Não a vê como um mal em si. Muitos amigos de Jesus eram pessoas de posses. José de Arimatéia, Nicodemos, o próprio Zaqueu. Entre os discípulos, temos Mateus, que por ter profissão de cobrador de impostos, certamente era um homem rico.
É comum encontrarmos Jesus à mesa com pessoas que se destacavam naquela sociedade, inclusive pelo patrimônio que possuiam. Ter ou não ter bens não era o critério de Jesus para estabelecer uma relação amistosa com essas pessoas.
No Evangelho, e acho que também na vida, pois o Evangelho É vida, o que determina o conceito de riqueza não é a contabilidade dos bens que possuímos, mas a maneira como nos relacionamos com eles.
Sob um viaduto na cidade grande, um mendigo agride outro mendigo por causa de um cobertor surrado. Do outro lado da rua, um banqueiro manipula os juros para aumentar seus lucros já fabulosos. Nos bastidores da política, um deputado esconde nas meias um maço de dinheiro, fruto da última propina. No sacolão da esquina, o comerciante usa uma balança fraudula para ganhar 10% a mais em cada venda...

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Pastoral da Comunicação - Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA - Diocese de Juazeiro/BA

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