Concílio: 50 anos de recepção na Igreja da América Latina

18:36 - Não comentado


Assembleia da CLAR – Quito - 19/06/112.
Introdução

Agradeço o convite para refletir com vocês um assunto que pode ser olhado sob muitos ângulos diferentes e complementares: o impacto do Concílio Ecumênico Vaticano Segundo na Igreja da América Latina.

Portanto, uma tentativa de olhar um acontecimento de âmbito mundial, o Vigésimo Primeiro Concílio Ecumênico da história da Igreja, mas visto a partir da caminhada eclesial de um continente, a Igreja na América Latina.

Haveria muitos episódios interessantes, do processo conciliar, que poderiam ser objeto de nossa curiosidade histórica. Mas nosso interesse não é meramente histórico. Pois se trata de conferir como o processo conciliar interferiu Igreja da América Latina, e ver como podemos nos apropriar deste processo, para prosseguir nossa caminhada eclesial.

Só vale a pena recordar fatos, na medida em que eles iluminam a realidade atual, e podem servir de referência para discernir os novos passos a dar.

Por isto, proponho olhar o Concílio, a partir de sua incidência na Igreja na América Latina. Partindo mais de sua recepção, do que do amplo evento histórico, que foi o Concílio Vaticano II.

Mas não deixa de ser importante vincular a situação atual com o evento histórico do Concílio. Depois de 50 anos de sua realização, o Concilio corre o risco de ser ignorado, ou esquecido.

Na última assembleia da CNBB, em abril deste ano, levei um susto, quando constatei que nenhum dos 300 bispos titulares do Brasil tinha participado da sessão de abertura do Concilio, no dia 11 de outubro de 1962. Em 50 anos, o tempo levou toda uma assembléia da CNBB!

O susto foi maior, porque me vi como último sobrevivente de uma geração de bispos que viveram o clima todo especial a abertura do Concílio!

No dia 11 de outubro de 1962 eu tive a sorte de estar na Basílica São Pedro, e acompanhar de perto aquele momento histórico da abertura oficial do Concílio.

Foi uma experiência singular, que ainda lembro vivamente. Tinha ido cedo à Praça São Pedro, para ver de perto a procissão dos 2500 bispos que tinham vindo para o Concílio. Foi quando tive a sorte grande: o Frei Boaventura Klopenburg, um dos peritos na preparação do Concílio, me deu uma credencial de jornalista, com a qual pude entrar na Basílica. Acabei me colocando mais perto do Papa do que todos os cardeais, arcebispos e bispos.

Este fato me colocou no compromisso de me empenhar para que a memória do Concilio não se perca. Com esta intenção escrevi um pequeno livro, com o título: "Revisitar o Concílio Vaticano II”, onde narro de maneira sucinta o rico processo conciliar. Ele pode ajudar. Em todo o caso, estou pagando o preço de ter escrito o livro: nesse ano do jubileu do Concílio, tenho a agenda cheia de encontros para refletir sobre o Vaticano Segundo.

1- As primícias do jubileu do Concílio. Algumas constatações

Dos diversos momentos de reflexão sobre o Concílio, já deu para perceber algumas constatações interessantes.

Em primeiro lugar, o povo, os leigos, a juventude, quando tomam conhecimento do que foi o Concílio, do clima de abertura, de participação, e de esperança que suscitou, logo se dão conta que o Concílio foi uma graça de Deus. Só mesmo com a ajuda de Deus foi possível fazer um Concílio como este! Esta a constatação que as pessoas fazem.

João 23 reconhecia na pronta adesão do povo um sinal da vontade de Deus. Agora, me parece importante reconhecer que a mão de Deus esteve presente neste Concílio. Por isto, não dá para desprezar, ou relativizar o Vaticano II!

Outra constatação incide sobre a consistência deste Concílio. Foi um concílio para valer. Assumiu um tema denso, a Igreja, na abrangência de suas diversas dimensões. Um concílio, portanto, que demanda tempo para ser implementado e assimilado.

Neste sentido, percebe-se que o Vaticano II desencadeou um processo, que ainda está em aberto. Independente se for ou não convocado um novo Concílio, o importante é sustentar o processo desencadeado pelo Vaticano II..

Mas a constatação mais fecunda, é que este Concílio precisa ser olhado com grandeza de ânimo. Mesmo condicionado por diversas circunstâncias históricas, só nos situamos adequadamente diante do Vaticano II reconhecendo suas grandes intenções e sua abertura de espírito.

O Concílio não foi um meteoro estranho, que passou perto de nosso planeta, e lentamente vai desaparecendo no horizonte. Ao contrário, a celebração do seu jubileu parece comprovar sua validade. O Vaticano II foi um momento de intensa vivência eclesial, que agora precisa ser integrado na dinâmica da vida da Igreja.

2- O Concílio e a identidade da Igreja na América Latina

A Igreja da América Latina abraçou o Concílio com muita generosidade e prontidão. Antes mesmo da conclusão do Concílio, Dom Larain e dom Helder Câmara levaram a Paulo VI a sugestão de realizar um grande encontro, para adaptar o Concílio à realidade própria da América Latina.

Foi com esta intenção que se realizou a Conferência de Medellín. Ela já foi pensada de acordo com o espírito do Concílio, que tinha colocado os fundamentos para uma legítima descentralização das estruturas eclesiais, em vista da encarnação da Igreja nas realidades locais.

O Concílio Vaticano II encontrou a Igreja da América Latina em pleno processo de afirmação de sua própria identidade eclesial. O continente latino-americano,e a Igreja da América Latina, estavam despertando para assumirem sua própria identidade, libertando-se de dependências históricas, que de diversas maneiras tinham impedido a afirmação de sua autonomia.

A questão central é conferir em que medida a recepção do Concílio estimulou e fortaleceu esta identificação, ou de que maneira esta identificação foi obstaculizada.

Em primeiro lugar é forçoso reconhecer que o Concílio se constituiu num fator de grande incentivo para o processo de descentralização eclesial.

O Concílio forneceu o suporte teológico, que possibilitava sonhar com a sadia diversidade de Igrejas Locais, que iriam enriquecendo a Igreja Universal, por suas fisionomias eclesiais próprias.

Desta maneira, as lideranças episcopais da América Latina aceleraram a recepção do Concílio, realizando uma "Conferência Geral”, que assumiria a forma de uma espécie de "Concílio Regional” , para assimilar as grandes intuições do Vaticano II no contexto da realidade latino americana.

O continente latino americano estava sequioso de autonomia política e de afirmação de sua identidade. A Igreja estava disposta a abraçar as causas do povo, contribuindo com sua presença de serviço e oferecendo a riqueza de sua fé, que estimulava a integração de valores culturais e humanos em sua fisionomia eclesial. Nestes contexto, o Concílio chegou com sua autoridade inquestionável, de avalista deste processo de identificação continental, tanto do ponto de vista político como eclesial.

O Concílio Vaticano II veio fecundar o processo libertário da América Latina, envolvendo a Igreja de maneira muito intensa.

O Vaticano II encontrou a Igreja da América Latina despertando para a sua autonomia e sua identidade própria. Ele estimulou este processo, e a Igreja da América Latina abraçou o Concílio, sem calcular as resistências que iria encontrar, provenientes tanto de dentro de si própria, como de fora, por parte quem se sentia na obrigação de continuar tutelando a Igreja da América Latina, na suposição de que ela ainda não tivesse atingido sua maturidade.

Em primeiro lugar, portanto, o Concílio despertou a Igreja da América Latina, incentivando-a assumir sua própria identidade, de maneira autônoma e responsável.

Ao mesmo tempo, começaram cedo as resistências a este processo, sobretudo diante de algumas expressões eclesiais que se tornariam típicas da Igreja na América Latina, e que podem ser assim elencadas:

- As Comunidades Eclesiais de Base
- A opção pelos pobres
- A Teologia da Libertação
- A leitura popular da bíblia.

Estas quatro expressões eclesiais se coadunam muito bem entre si, e se apóiam mutuamente. Seria interessante analisar de onde brotam suas motivações, e como se explicam as reações que suscitam.

Talvez a mais contestada de todas, a Teologia da Libertação, é aquela que mais pode encontrar sua justificativa. O povo da América Latina, seus países, a própria Igreja, estava vivendo um processo libertário, que precisava com urgência ser sustentando em suas motivações. Necessitava de uma "teologia da libertação”, solicitada por um processo que o Concílio incentivava, de atenção para com os "sinais dos tempos”, com a recomendação de assumir e abraçar as causas do povo, como a "Gaudium et Spes” tinha afirmado com muita clareza.

Quem combatia a teologia da libertação, demonstrava não entender as razões profundas de sua urgência e de sua importância.

Na hora de aplicar o Concílio, foram aparecendo as resistências ao seu processo eclesial.

Análise semelhante daria para fazer a respeito das "comunidades eclesiais de base”. Para um povo que queria ser igreja, a forma próxima de realização deste desejo era se organizar em "pequenas comunidades de base”, como "células estruturadoras” da Igreja. Comunidades eclesiais, mas que ao mesmo tempo se sentiam inseridas na realidade, onde a fé levava os seus membros a assumirem também os compromissos de ordem social e política, incentivando um processo de libertação integral.

Quem passou a combatê-las, desconfiando de sua autenticidade cristã, não entendia a motivação que as animava. Ou entendia, sim, mas percebia que as comunidades eclesiais eram um fator de profundas mudanças políticas que contrariavam os interesses daqueles que as combatiam.

Daria para aprofundar a análise desses embates eclesiais, que a partir destas quatro características típicas da Igreja na América Latina foram se produzindo. Feita com espírito aberto, com a grandeza de ânimo que o Concílio inspira, esta análise ajudaria a entender melhor os desafios que a Igreja da América Latina ainda enfrenta.

3. "Um continente que quer ser cristão, um povo que quer ser Igreja”.

Partindo de reflexões feitas ao longo de diversas andanças na América Latina, e sobretudo de minha participação nas Conferências de Santo Domingo e de Aparecida, e do Sínodo da América, cheguei a esta síntese:

"Vivemos num continente que quer ser cristão, e temos um povo que quer ser Igreja”.

Esta constatação precisa inquietar a Igreja, e deixar-nos intrigados com a urgência de respostas pastorais adequadas.

Diante de um continente que, ao menos por enquanto, faz questão de se declarar cristão, sentimos de imediato a urgência de um amplo processo de evangelização, que fortaleça esta professada identificação. Como atender a esta sede de identificação cristã, manifestada pelo continente?

O povo latino-americano quer ser Igreja. Não é difícil comprovar esta verdade, diante do sucesso de milhares de ofertas eclesiais que existem hoje nos países da América Latina.

Este fato faz de novo pensar nas comunidades. Elas precisam ser acessíveis ao povo, de tal maneira que as pessoas possam facilmente se inserir na Igreja, através de comunidades que estejam próximas e bem munidas dos ministérios indispensáveis para a sua eclesialidade.

Aqui de novo aparece a conveniência de uma análise mais em profundidade, para entendermos os impasses eclesiais vividos por nossas comunidades, provenientes seja da falta de estímulo ou da desconfiança diante das comunidades eclesiais de base.

4. A visão de Igreja como Povo de Deus

A visão de Igreja como "povo de Deus” encontrou uma recepção pronta e eficaz na América Latina.
Esta opção de privilegiar a visão de Igreja como Povo de Deus teve uma grande repercussão em todo o Concílio. Tanto que foi comparada à famosa "revolução copernicana”. Copérnico mostrou que não é o sol que gira ao redor da terra, mas a terra que gira ao redor do sol.

Assim a centralidade da Igreja não está na hierarquia, mas no Povo de Deus, que inclui todos os membros da Igreja, de maneira igualitária e fundamental, e a serviço do qual está a hierarquia.

Com a introdução do capítulo sobre o Povo de Deus, antes do capítulo sobre a Hierarquia, o Concílio fazia a clara opção de uma visão bíblica e ao mesmo tempo histórica da Igreja.

A visão de Igreja Povo de Deus possui no Vaticano Segundo uma centralidade, cujo alcance pode escapar a uma análise superficial da eclesiologia do Vaticano Segundo.

O atual Capítulo Segundo da Lúmen Gentium, sobre a Igreja Povo de Deus, tem uma centralidade dinâmica. Possibilita situar a Igreja no seu relacionamento histórico com a diversidade de "povos, línguas e nações”, na sua encarnação concreta e na sua vizinhança com a realidade histórica onde a Igreja se situa.

Por isto, parece equivocada a interpretação divulgada a partir do Sínodo especial comemorativo dos 20 anos do Concílio, em 1985, que teria relativizado a visão de Igreja Povo de Deus, para ressaltar a dimensão de Igreja como mistério de comunhão.

A afirmação do Concílio, para ser bem entendida, precisa ser situada no contexto histórico em que foi formulada. Ela serviu para fundamentar uma nova visão de Igreja, que vinha ao encontro das grandes expectativas de renovação eclesial, que o Concílio tinha desencadeado.

A visão de Igreja Povo de Deus atravessa todos os documentos conciliares, e revela uma insistência proposital. Sempre que se fala de Igreja, ou de uma dimensão relativa à vida da Igreja, logo se ressalta sua universalidade eclesial, que a visão de Povo de Deus facilita.

Disto resulta uma espécie de precaução do Concílio, para expressar claramente que "todos somos Igreja”, e que os dons concedidos à Igreja são destinados a todo o povo de Deus.

Assim, por exemplo, na própria Lúmen Gentium, antes de falar dos religiosos, que possuem a vocação de testemunhar a santidade da Igreja, o Concílio tomou a providência de anteceder ao capítulo sobre os religiosos, o capítulo sobre a vocação universal à santidade.

Na Conferência de Aparecida, deu para perceber a diferença que o povo fez acontecer. Em Santo Domingo só víamos o povo de longe. Em Aparecida os peregrinos vinham todos os dias participar da Eucaristia no santuário. Foi o seu testemunho de fé simples e autêntica que acabou mudando o ambiente da própria Conferência. O exemplo do povo converteu os bispos.

Na medida em que a Igreja da América Latina se conservar perto do povo, mais terá a certeza de sua autenticidade, e mais poderá contar com a graça de Deus em sua caminhada.

5- A Colegialidade Episcopal, expressão de corresponsabilidade eclesial

Outra afirmação importante do Concílio, que precisa ser confrontada com a Igreja da América Latina, é definição da Colegialidade Episcopal, no Capitulo 3 da Lúmen Gentium.

Neste Capitulo o Concílio analisa e define a natureza e a missão do Episcopado, entendido como um sacramento com dimensão eclesial muito clara e fundamental.

Atenta ao formato que Cristo deu ao seu grupo de Apóstolos, o primeiro e fundamental "Colégio Episcopal”, a Igreja faz questão de ressaltar sua continuidade, na mesma comunhão e na mesma missão. A missão confiada aos Doze, comporta a comunhão e a igualdade entre eles, e ao mesmo tempo a missão própria confiada a um deles, Pedro, a serviço da unidade e da fidelidade de todos os outros.

É o que a Igreja professa em forma de "primado e colegialidade”, que o Vaticano Segundo expressou e definiu claramente.

Para a vida da Igreja são indispensáveis tanto a dimensão de colegialidade, como a dimensão de primado. Ambas estão a serviço da comunhão eclesial e da fidelidade a Cristo.

Quando se rompe este equilíbrio entre Primado e Colegialidade, a Igreja fica exposta a rupturas, fáceis de irromper e muito difíceis de serem depois superadas.

Numa das palestras durante o Concílio, providas pela CNBB na Domus Mariae em Roma, um bispo ortodoxo católico apresentou sua leitura histórica das grandes divisões acontecidas na Igreja, como decorrentes do exercício inadequado da colegialidade e do primado. Segundo ele, a ruptura com os ortodoxos, em 1054, se deu por não se ter valorizado o primado. Foi enfatizada demais a colegialidade.

Depois, o Ocidente, deixado só como o exercício do primado, levou à ruptura protestante, pela carência de uma colegialidade vivida a serviço da salutar descentralização da Igreja, que poderia ter acontecido sem a ruptura protestante.

Em todo o caso, da reta visão da colegialidade, e da visão da Igreja como Povo de Deus, derivam as grandes intuições pastorais do Concilio Vaticano Segundo.

Em especial, a importância das Igrejas Locais, como concretizações da Igreja nas realidades onde ela se insere, na diversidade de raças e culturas.

Igualmente a importância das comunidades eclesiais, onde o Evangelho pode ser vivido na prática da convivência cotidiana e da inserção no mundo.

A Igreja da América Latina nunca colocou em dúvida a importância do primado de Pedro, expresso pela figura do Papa. Será que não estaria na hora de deixar mais espaço para o exercício da colegialidade, inclusive para que a Igreja Católica da América Latina tenha condições de ir ao encontro do povo que quer participar ativamente da vida da Igreja,e não encontra espaço nas estruturas atuais que a Igreja lhe oferece.

6. Contribuição da Igreja da América Latina para a Igreja Universal

Na Conferência de Santo Domingo o Papa João Paulo II, pela primeira vez, lançou a idéia de se fazer uma reunião em forma de "sínodo continental”. A primeira reação foi de desconfiança, de que o Papa estivesse decretando o fim de nossas "Conferências Gerais latino americanas”. O que não se comprovou, pois iria acontecer, com muito proveito, a "Conferência de Aparecida”.

Mas o fato que me parece inegável é este: foi a experiência de nossas "Conferências gerais” que inspirou a Igreja a realizar os diversos "sínodos continentais”, que foram acontecendo em preparação ao jubileu do ano 2000, e que ainda permanecem como referências especiais, no contexto de tantas iniciativas surgidas após o Concílio.

Isto coloca a questão da importância da Igreja da América Latina, no conjunto da Igreja Universal. Uma comprovação objetiva desta importância é dada pela estatística, que evidencia com clareza o aumento proporcional dos católicos latino americanos.

Mas a importância da Igreja da América Latina não é só de ordem estatística. Na difícil tarefa de abrir caminho para uma fecunda diversidade eclesial, a Igreja da América Latina poderia servir de bom campo de experimentação. Pois ela guarda com nitidez os traços do seu berço europeu, e ao mesmo tempo ostenta, com alegria, as feições herdadas das populações indígenas, enriquecidas com o contributo de outras etnias, entre as quais se destacam as feições africanas, indispensáveis para se entender a verdadeira identidade da Igreja da América Latina, na sua unidade e ao mesmo tempo rica diversidade.

A Igreja toda ganharia com o fortalecimento da identidade própria da Igreja da América Latina, que assim poderia colocar à disposição da Igreja Universal os carismas com que foi agraciada por Deus.

Conclusão

A Igreja da América Latina acolheu o Concílio Vaticano II de maneira pronta, generosa e eficaz. O Concílio veio fortalecer a identidade própria da Igreja Latino Americana.

Mas processo de renovação conciliar não está esgotado. Ele precisaria de um novo impulso para ser retomado. A celebração dos 50 anos da abertura do Concílio pode se tornar uma boa oportunidade para um novo confronto do Concílio com a Igreja da América Latina, recuperando as grandes intuições pastorais, e superando as desconfianças que dificultaram a implementação mais tranquila do Concílio.

Identificar os principais pontos que precisariam ser retomados, se constitui, certamente, em motivo estimulador de um diálogo aberto e responsável sobre o presente e o futuro da Igreja da América Latina.

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