MARIA É A SÍNTESE DA FÉ CRISTÃ

16:59 - Não comentado


Maria, a quem os católicos e ortodoxos chamam cariosamente de Nossa Senhora, sintetiza a fé cristã. Todas à vezes que o cristão a Ela recorre, a totalidade de sua fé é, indubitavelmente, recuperada, pois ele passa a acreditar em Deus, em Cristo e na Igreja.

Acreditar em Deus sem crer em Cristo é algo perceptivelmente possível. Por exemplo, muçulmanos e judeus depositam toda a sua fé em Deus, porém não cultivam a fé de que Cristo é Deus encarnado no meio de nós. Ademais, é possível crer em Jesus sem crer na Igreja. Muitas pessoas no mundo inteiro, nas mais diversas culturas e crenças, admiram e seguem os ensinamentos de Jesus sem necessariamente frequentarem alguma igreja cristã. O líder hinduísta Maratma Gandhi, por exemplo, assim falou de Jesus e dos cristãos: "Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos." Todavia, é impossível crer em Maria sem ao mesmo tempo acreditar em Deus, em Cristo e na Igreja. Por isso, a Mãe do meu Senhor (Lc. 1, 43) é, sem sombra de dúvidas, a síntese da fé cristã.

Maria é “Virgem e Mãe”. Sua virgindade é sinal da divindade de Jesus, que veio ao mundo pela ação do Espírito Santo, e sua maternidade é a demonstração clara da humanidade de Jesus, que nasceu de uma mulher (Gl. 4, 4). Em Maria, Jesus é verdadeiramente o Verbo encarnado de Deus. Nela, duas pessoas da S.S. Trindade encontraram abrigo: O Espírito Santo e o Filho.

Jesus é o centro do cristianismo, enquanto que Maria é central, pois é a criatura que está mais próxima deste centro. O Deus cristão é comunhão: existe a comunhão de Deus com Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) e existe a comunhão de Deus conosco (Emanuel). Por isso, a parceria é uma marca da relação que Deus quer estabelecer com a humanidade. Deus não dispensa a Criação, pelo contrário: convida as criaturas a participarem de seu ser e de seu agir. Quando as criaturas fazem a vontade de Deus, a gloria divina se manifesta e elas se tornam sinais vivos da presença de Deus. O santo é, ao mesmo tempo, modelo de vida cristã e sinal da presença de Deus, pois ele fez a Sua vontade por meio de Jesus Cristo. Não é um ídolo, mas sim um ícone, isto é, uma “seta” que aponta para Deus. Com isso, podemos afirmar que a medição de Jesus Cristo não é “exclusiva”, mas sim “inclusiva”. (1 Tm 2, 1-8). Os cristãos unidos pelo amor rezam e pedem orações uns pelos outros, e nem mesmo a morte nos pode separar do amor de Cristo (Rm. 8, 35-38)

Por causa da intimidade de Maria com Jesus, afirmamos que Ela é “toda santa” ou “santíssima”. A associação de Maria com Jesus pode ser vista no capítulo segundo do evangelho de São Mateus. Ali por cinco vezes aparece a expressão “o menino com sua mãe” (Mt. 2, 11; 13; 14; 19; 21). Aliás, Mateus insere plenamente a Virgem Maria, mãe de Jesus, no Plano da Salvação. Para ele, “Maria participa da carreira humana e salvífica do Messias numa ‘extraordinária proximidade’”( Boff, Clodovis. Introdução a mariologia. p. 45).  

Na certeza de que Maria é aquela que mais participa da medição de Cristo, o único mediador, não deixemos de evocar a sua poderosa intercessão, principalmente nos momentos em que as nossas dúvidas enfraquecem a nossa fé no Deus da justiça e da vida.   

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