SÉTIMO DIA DA NOVENA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

18:06 - Não comentado


São Paulo na carta aos romanos capítulo 8, 29 afirma que todo ser humano foi predestinado a ser conforme a imagem de seu Filho Jesus, pessoa de extraordinário bom senso e sã razão. Dizemos que alguém possui bom senso quando “para cada situação ele tem uma palavra certa, o comportamento exigido e atina logo com o cerne das coisas. O bom senso está ligado a sabedoria concreta da vida; é saber distinguir o essencial do secundário, a capacidade de ver e colocar todas as coisas em seu devido lugar” (Leonardo Boff).

Quando nos deixamos tocar pelo ensinamento de Jesus, aprendemos que a essência e o espírito da vida humana se resumem em amar a Deus de todo coração e ao próximo como a si mesmo (Lc. 10, 27). Pe. Guilherme, pregador da sétima noite do novenário, lembrou-nos que devemos amar ao próximo sem preconceito nenhum.

O amor cristão é exigente, não fica só em palavras. Quem se compromete a viver a dinâmica do amor de Cristo se esvazia de si mesmo, tornando a sua vida um gesto sincero de doação, pois a exemplo de Jesus devemos oferecer a nossa vida em favor do resgate de muitos. Quem são, porém, esses muitos? Os preferidos de Jesus, isto é, os pobres. É a eles que devemos entregar a nossa vida, dirigindo-lhes palavras certas nos momentos de dificuldade, bem como ajudá-los a compreender a causa essencial de sua pobreza para desta forma apresentar e concretizar soluções transformadoras da realidade de opressão.

Mergulhados numa sociedade individualista e consumista, somos incapazes de sermos bons samaritanos para o próximo que necessita de nossa ajuda. Diante do sem-teto, do sem-terra, do maltrapilho, do preso, do esfomeado, do doente, do estrangeiro, dos que sofrem preconceito por questões de raça e gênero, preferimos assumir a atitude do sacerdote e do levita, que ao verem a dor e o sofrimento alheio passaram adiante (Lc. 10, 31-32). Por vezes, esquecemos que foi o próprio Jesus que falou que ao estendermos a mão a um necessitado é a Ele que nos dirigimos (Mt. 25, 40).

A busca pelo Reino de amor de Deus já aqui na Terra é missão difícil. É só lembramos os vários profetas e profetisas que tombaram vítimas de uma estrutura sócio-econômica, política e religiosa excludente. Porém, a morte deles e o trabalho de pessoas comprometidas com a construção de uma sociedade solidária, fraterna, humana e ambientalmente sustentável nos animam na nossa caminhada. Faz-se necessário reportamo-nos a algumas dessas pessoas, mesmo correndo o risco de deixarmos de fora várias delas, bem como dos movimentos e pastorais da Igreja comprometidos com a causa do Reino:

Os membros das Pastorais da Criança e do Idoso, fundadas por Dr. Zilda Arns, que costumava dizer que “há muito a se fazer, porque a desigualdade social é grande”. Os membros da Pastoral Carcerária, que visitam Jesus na pessoa do preso (Mt. 25, 36). O grupo AA, dedicado ao resgate das vítimas do alcoolismo; Os vicentinos, que a exemplo de São Vicente, acolhedor dos pobres e doentes, e do fundador da Sociedade São Vicente de Paulo, Frederico Ozanam, dedicam sua vida a ajudar os pobres material e espiritualmente; Dom José Rodrigues, o Bispo dos pobres; Dom Hélder Câmara, defensor de uma Igreja simples, voltada para os mais pobres, e defensor dos direitos humanos; Dom Oscar Romero, mártir e sempre comprometido com os pobres, afirmava que “a missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim a Igreja encontra sua salvação”; Irª Dulce, que por causa do exemplo de vida é reconhecida como a mãe dos pobres; Irª Dorothy Stang, mártir que atuou junto aos trabalhadores rurais da região do Xingu; Chico Mendes, mártir e ambientalista, defensor dos seringueiros e índios da Amazônia; Dom Pedro Casaldáliga, bispo atuante na região do Araguaia mato-grossense, dotou como lema para sua atividade pastoral: “Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar”; Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal dos Direitos Humanos; todas as Pastorais Sociais da Igreja e todos aqueles de boa vontade independente de credo que professam.

ORAÇÃO

Maria, a Senhora que ao pé da cruz sofreu a dor de seu Filho,
Vítima do pecado daqueles de coração endurecido,
Sofre com a dor de muitos de seus filhos ainda crucificados pelo pecado.
Ajuda-nos a compreender que a Ressurreição de Jesus é sinal de vida plena.
Caminha conosco para que não deixemos morrer aqueles que anseiam por ressurreição. Amém.

Homenagem a Beata Irmã Dulce
Pe. Guilher (Pregador da noite) e Pe. Edmundo

Confira mais fotos da sétima noite clicando AQUI


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Administração

Pastoral da Comunicação - Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA - Diocese de Juazeiro/BA

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