SEXTA NOITE DO NOVENÁRIO DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

12:12 - Não comentado



“Aprender a conviver com o semi-árido é promover a vida”. Esse foi o sub-tema da sexta noite do novenário, cuja celebração foi presidida pelo pároco de Campo Alegre de Lourdes nosso querido amigo Pe. Bernardo, que mostrou durante a sua pregação que é sim possível o convívio na caatinga, bastando para isso a montagem de uma infra-estrutura capaz de adaptar o ser humano a este ambiente. O que falta, na verdade, é vontade política. É sempre bom lembrar que a ainda existem muitas pessoas, políticos inclusive, que continuam lucrando com a miséria e o sofrimento do povo do sertão nordestino.

A necessidade de planejamento, bem como do esforço humano na solução de problemas aparentemente sem solução nos remete a dois textos da Bíblia. O primeiro, retirado do A.T., é Gn. 41, 1-36 e o segundo do N.T. é Lc. 9, 10-17.

O faraó do Egito teve um sonho estranho e não sabia como decifrá-lo. Viu primeiro sete vacas bonitas e gordas saindo do rio Nilo e depois sete vacas feias e magras que devoraram as gordas e bonitas. O faraó dormiu de novo e sonhou com sete espigas brotando do mesmo talo, granadas e bonitas. Em seguida, sete espigas mirradas e ressequidas, que devoraram as sete espigas granadas e graúdas. O faraó recorreu, então, a José o único capaz de interpretar os sonhos. Este disse ao faraó: “As sete vacas bonitas representam sete anos e as sete espigas bonitas representam sete anos. As sete vacas magras e feias, que sobem logo em seguida, representam sete anos; e também as sete espigas mirradas e queimadas: é que haverá sete anos de fome. Virão sete anos em que haverá abundância em toda a terra do Egito; depois virão sete anos de fome. A fome esgotará a terra, e ninguém mais saberá o que era a abundância na terra do Egito”. Assim, para evitar uma grande tragédia, José sugere ao faraó que ele escolha pessoas capazes de pensar, antecipadamente, a melhor maneira de enfrentar o período de dificuldade que está por vir. E a assim foi feito. A seca veio, mas o povo não passou fome, pois durante o período de abundância o excedente de alimentos foi armazenado e usado no período de escassez alimentar.

A seca no nordeste é um fenômeno natural – isto é, o ser humano não pode evitá-la – e previsível, sabemos quando ela vai ocorrer. Porém, a fome e a miséria decorrem da falta de planejamento e empenho humano. O milagre da multiplicação dos pães e peixes relatado por São Lucas ocorreu justamente no deserto. Os discípulos de Jesus pedem que Ele disperse a multidão de pessoas, pois faltará comida para alimentá-las. No que disse Jesus: “Vocês é que têm de lhes dar de comer”. Mas como alimentar cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixes? Jesus pede, então, que os discípulos organizem o povo em grupos de cinqüenta pessoas. Feito isso, Jesus “pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou sobre eles a benção e os partiu.” Todos comeram e ainda sobraram doze cestos contendo pães e peixes.

Ora, para o milagre acontecer os discípulos, núcleo da comunidade de constroi a história, precisaram não apenas perceber as dificuldades do povo, mas também trabalhar para encontrar uma solução viável para esta difícil situação.

A riqueza do sertão nordestino como bem mostrou o Pe. Bernardo é subaproveitada, pois, a despeito dos avanços, ainda continua faltando investimentos que garantam o bom convívio do sertanejo com a caatinga. Exemplos no mundo inteiro é que não faltam para mostrar que a seca não é “castigo de Deus” e sim uma benção. Em Israel, produz-se bastante na área desértica e quem ali vive não passa fome por causa da seca. A França é grande produtora de leite de cabra, animal tão presente na nossa caatinga. Tomando por base este dois exemplos, esperamos e continuaremos cobrando que nossas autoridades constituídas se dediquem a adotar medidas transformadoras da realidade a fim de evitar os momentos de dificuldades como este que atualmente estamos presenciando no sertão nordestino, onde muitos estão mendigando por água. As cisternas, por exemplo, foi um avanço, mas precisamos fazer muito mais, tendo sempre em vista o respeito para com o rio São Francisco e com a natureza.

ORAÇÃO

Maria, tão preocupada com as necessidades do povo,
Ajuda-nos a fazer tudo que seu filho Jesus nos pedir.
Que a exemplo do episódio da multiplicação dos pães e peixes
Saibamos nos organizar para evitar a fome e fala de água no sertão nordestino.
Que a alegria decorrente do milagre da multiplicação e da partilha
Esteja sempre presente no meio de nós. Amém. 


Confira fotos da sexta noite do novenário de nossa Senhora do Rosário clicando AQUI





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