IRMÃ JOANA MARGARIDA, MISSIONÁRIA DO AMOR E DA COMUNHÃO, PELO CANTO E PELA FLAUTA

11:56 - 1 comentário



Irmão Joana Margarida ao escrever sua história, assim expressou:

“Pensando na minha vida, o grande presente do amor de Deus, só posso e devo louvá-lo, bendizê-lo e reconhecer sua inesquecível bondade. Sozinha é impossível fazê-lo, mas unindo-me a minha família, a congregação e as pessoas com quem tive a graça e a alegria de trabalhar nestes 60 anos rendem muito mais.

Nasci numa família exemplar. Tive um pai que me amou e doou seus dias, anos sem medir. Rezava, trabalhava, cantava e nos acompanhava em tudo. Aos domingos, montado numa mula, fosse frio ou calor, lá ele ia para a missa ou na capela para a reza do terço e acompanhar nossa catequese. Ele se chamava João Francisco Gasparim e mamãe: Margarida Matielo. Os dois se completavam e se ajudavam mutuamente na educação e na organização da família. Mamãe foi a mulher forte e corajosa, criou 15 filhos e dentre eles eu sou a 11ª. Sinto-me privilegiada, pois os mais velhos ajudaram a me criar, educar e encaminhar para a vida. Brinquei muito e trabalhei pouco. Com 12 anos fui para o colégio Regina Celli em Veranópolis-RS.

Papai e mamãe são descendentes de italianos e se estabeleceram na Capela são Valentim. Foi nesta Capela em que eu recebi o batismo e a 1ª Eucaristia. Gostava muito deste lugar, pois era o lugar de encontro com as amigas nas festas e escola.

Chamado à vocação

Todas as noites meu pai, após o terço, rezava um Pai Nosso pelos padres, freiras, para que nunca faltassem. Isto foi me despertando que eram muito importantes no mundo. Isto me ajudou. Na família falavam muito e bem dos padres e freiras. Tinha umas parentas irmãs de São Carlos e a família Bernardi que era vizinha, começou ir para o convento e nas férias nos contavam como era e assim ia a graça de Deus trabalhando em mim. Irmã Manoelita também foi e assim abriu as portas. O que me encantava nas irmãs, quando ia a Missa na cidade ou no hospital era vê-las comungar todas cobertas e quando chegavam perto elas sorriam e nos acariciavam com bondade.

Minhas comunidades onde passei e trabalhei foram poucas, mas tenho certeza de que com a graça de Deus deixei alegria, coisas novas, amizade e saudades.

Em Flores da Cunha, 32 anos (1951. 1955 a 1985) mas fiz diversas mudanças e sem transportadoras. Era de São José para o Recanto de São José, sempre atravessando o parreiral e o campinho, foram anos de bênçãos.

São Marcos 3 anos (1952 a 1954) e aprendi tocar piano com Dom Henrique. Graças a eles sei um pouco de música tendo como professores Irmã Laura e Lucia Fernanda.

Em 1984 convidada para o Maranhão, começando em Riachão – MA, 02 anos (1986 e1987), Paraibano, 3 anos (1988 a 1990), de lá para São Domingos do Zé Feio – MA, 3 anos (1991 a 1994) e de lá, em 1995 para Remanso – BA, onde encontrei gente que gosta e quer cantar, dançar, tocar. Assim me dediquei a Infância Missionária, onde desenvolvemos a arte através de cantos coreografados, encenações Bíblicas, danças e começando com estudo de violão, teclado, estamos hoje apoiando a Escola de Música com 182 crianças, umas já se ganhando a vida através de conjuntos, ensino da mesma. Como é bom ver gente realizada com o pouco que fazemos. Isto é viver o carisma e a máxima 6 do Cap. II. Esforçar-me-ei para ser como Jesus, uma pessoa que faz o bem, ainda que isto me custe sofrimento. Meu Salmo é o 145: “quero cantar ao Senhor...”.

Encontro ânimo e força na oração diária particular e comunitária, nas leituras da Bíblia, retiros, formação permanente e testemunho dos outros.

Sempre trabalhei nas paróquias com catequese, liturgia etc. sempre senti apoio e ajudei a muitos padres. Sinto-me feliz com isto e agradeço a todos. Como é bom viverem os irmãos em comunhão.

As jovens quero dizer que se deixem iluminar e guiar pelo Espírito Santo, ouvi-lo e seguir o que Ele prepara para cada uma. Só assim alcançaremos a verdadeira felicidade, aqui e além.

Minha oração:

“Ó Senhor minha força, tende piedade de mim e vinde depressa em meu auxílio”. Coragem, Eu venci o mundo (Jo 13,33). Nas dificuldades dizia e digo: se os outros venceram, porque eu não?

De coração agradeço a Deus, a minha família, à Congregação e a todos que fizeram caminho comigo.

Quero cantar ao Senhor,
Sempre enquanto eu viver,
Hei de provar seu amor,
Seu valor e seu poder!”

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Administração

Pastoral da Comunicação - Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA - Diocese de Juazeiro/BA

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Um comentário:

  1. Damos graças a Deus pela vida dessa pessoa maravilhosa. As lagrimas vem oas olhos, por que é uma limitação humana, e o sofrimente traz a tona uma dor inseguravél. Mas nada é tão importante do que ver o que essa serva missionária deixou na terra. Seu trabalho que fez resgatar vidas de muitos jovens de Remanso. Muitos de nós aprendemos a ser cristãos por causa de seus ensinamentos. Nos incentivou ao trabalho e serviço da igreja, nos abrindo a mente para sermos servidores do Reino de Deus. Muitas foram as sementes que deram frutos por causa do cuidado que a semeadora teve. Ir. Joana para mim foi a "Semeadora" que me fez crescer e apaixonar-me pelo Cristo que ela me apresentou.Somos gratos pela vida desta serva tão amada do Senhor!!!

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