ASSESSORIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL (ATER) PARA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO CHEGA PARA FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA DAS COMUNIDADES DO INTERIOR DE REMANSO

09:07 - Não comentado


Ações de Convivência com o Semiárido são ampliadas para quase três mil famílias camponesas do norte baiano através de projetos desenvolvidos pelo Irpaa – Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário - Governo Federal. Estas comunidades rurais são dos municípios de Campo Alegre de Lourdes, Sento Sé, Remanso e Pilão Arcado, a mais nova área de atuação do Instituto. As ações são de assessoria técnica e extensão rural para a Convivência com o Semiárido, vinculadas ao Plano Brasil Sem Miséria.

Na tarde desta quarta-feira, 23/04, aconteceu no salão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remanso, a apresentação desse Projeto e de toda a equipe que desenvolverá o projeto em Remanso, que tem a proposta de atender 600 famílias das comunidades do interior do nosso município.

As ações são embasadas na necessidade de assessoria técnica apropriada a realidades destas famílias camponesas, principalmente, em cumprimento a Política Nacional de Ater (lei 12.188/2010). Este projeto de Ater iniciou a sua primeira fase em 2013, junto a 2.500 famílias dos municípios de Casa Nova, Curaçá, Canudos, Juazeiro e Sobradinho, somando-se, nesta 2ª etapa às 2.800 famílias, serão mais de 5 mil agricultores/as até 2015 que terão acesso as ações de Ater, com foco na Convivência.

Tiago Pereira, coordenador do Projeto de Ater, avalia que a ampliação da equipe, consequentemente, a chegada a novas comunidades rurais geram expectativas, “ é construir transformação, a partir do acesso a informação, a partir da construção do conhecimento com as famílias, que já vivem a décadas nestas regiões, a partir desse debate da Convivência com o Semiárido”, afirma.

Formação da nova equipe

Para desenvolver este trabalho são cerca de 60 novos/as profissionais (técnicos/as em agropecuária, engenheiros/as agrônomos, assistentes sociais, comunicador social e pedagogos), integrando a equipe de colaboradores/as da Instituição. A maioria destes é oriunda de comunidades rurais destes municípios, integrante do Território Sertão do São Francisco.

De 12 a 16 de abril de 2014, esta equipe, antes de ir a campo, participou de formação geral sobre a proposta da Convivência com o Semiárido desenvolvida pelo Irpaa. Durante este momento, eles/as participaram de discussões sobre várias temáticas, com a mediação das/dos integrantes de cada Eixo de atuação da Instituição (Educação, Produção, Terra, Comunicação, Água e Clima). Relações de gênero, educação contextualizada, democratização da comunicação, a produção de alimentos e criação de animais, tecnologias sociais de acesso à água apropriada para a região, questão agrária, são alguns temas aprofundados durante a formação.
O Plano Brasil Sem Miséria, com foco na inclusão produtiva e acesso a políticas públicas, do Governo Federal, também foi um dos temas da formação. Para o coordenador do Projeto de Ater, é preciso oportunizar este momento com os/as novos colaboradores/as para que tenham uma visão ampla acerca da proposta da Convivência com o Semiárido, principalmente, no que e refere à Política Nacional de Assistência técnica e extensão rural.
Para a engenheira agrônoma, Deise Cristina, que vai integrar ao Projeto, este momento está sendo importante e tem contribuído para ela “ter uma visão mais ampla” sobre a proposta de Convivência com o Semiárido.
Desafios
O maior desafio enfrentado pelas famílias camponesas do Semiárido tem sido a garantia do direito à terra. A partir dos diagnósticos das famílias que estão participando da 1ª fase do projeto, o cenário da questão agrária é desfavorável para a maioria destes agricultores familiares, que muitas vezes não tem terra suficiente para viver.
Diante deste cenário, a fim de embasar e aprofundar os conhecimentos da equipe e a forma de como contribuir com a luta pelo direito a terra, a questão agrária foi muito debatida com os/as novo/as colaboradores/as. Entre os temas aprofundados na formação teve-se a regularização fundiária das comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto e tamanho apropriado da terra para viver na região de clima semiárido.

Com texto da Comunicação Irpaa

E informações da PASCOM

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Administração

Pastoral da Comunicação - Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA - Diocese de Juazeiro/BA

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