IRPAA REALIZA ATIVIDADE COLETIVA NO POVOADO DA MARAVILHA

17:49 - Não comentado


Aconteceu neste sábado, 01/11, uma atividade coletiva organizada por Agostinho, técnico do IRPAA, e Elzeni, assistente social pela mesma instituição, com agricultores familiares na comunidade da Maravilha. Estes encontros fazem parte do processo de execução do ATER (Assessoria Técnica e Extensão Rural), programa executado na nossa região pelo IRPAA e que visa o desenvolvimento e fortalecimento da agricultura familiar.

O objetivo destes eventos é aproximar os moradores das comunidades da entidade, mostrando para eles a importância dos trabalhos desenvolvidos pelo IRPAA na região. Nestas atividades coletivas, os facilitadores do encontro trabalham um tema, que neste caso específico da Maravilha foi sobre políticas públicas voltadas para a convivência com o semiárido.

Normalmente, as atividades coletivas acontecem com no mínimo 16 pessoas e no máximo 24. Porém, qualquer pessoa da comunidade pode participar destas atividades, não precisando ser, necessariamente, assessorada pelos técnicos do IRPAA, pois os temas trabalhados nestes encontros são de interesse de todos os moradores do local. “Às vezes nós contamos com a participação do agente de saúde, do vereador da comunidade, do presidente da associação e algumas pessoas da cidade que têm interesse com o debate do tema”, revelou Agostinho, em entrevista concedida a equipe da Pascom.

Além das atividades coletivas, o IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada) desenvolve as atividades individuais. Nestas ocasiões, as famílias acompanhadas pelos técnicos da instituição são visitadas mensalmente. Nestas visitas, os técnicos aprofundam o contato com as famílias, conhecendo melhor sua propriedade, o que ela produz, bem como suas potencialidades, afirmou Agostinho. Ele disse também que a partir deste contato os técnicos dão sugestões sobre quais projetos de produção podem ser construídos e executados, tendo em vista a melhora da renda das famílias e a convivência com o semiárido.

Estas visitas servem também para facilitar o processo de elaboração, junto com as associações e as cooperativas, de projetos de acesso ao PAA (programa de aquisição de alimentos) e ao PNAE (programa nacional de alimentação escolar). É possível, por exemplo, que uma comunidade da zona rural se organize para produzir e fornecer alimentos para uma unidade escolar municipal que funciona na própria comunidade ou até mesmo em uma escola da cidade.

O IRPAA é uma Organização Não Governamental que nasceu no ano de 1990 com o objetivo de desenvolver atividades que permitam a convivência com o semiárido. A ONG desenvolve ações tendo em vista a redistribuição e o reordenamento das terras; a produção apropriada às condições climáticas; a captação, armazenamento e gestão adequada da água; a educação contextualizada e a valorização da cultura tradicional da região em que a instituição atua.

Um dos objetivos do IRPAA é mostrar e conscientizar as pessoas que é possível a vida no semiárido, desde que se aprenda a conviver nele. “O IRPAA tem trabalhado com vários projetos de caráter produtivo, como, por exemplo, a construção de cisternas, barreiro de trincheira, tanque de pedra e a bomba de água popular”, explicou Agostinho. Em Remanso, o IRPAA é responsável pela a execução do ATER, programa que compõe o PBSM (Plano Brasil Sem Miséria).

O serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural consiste em visitas técnicas para identificar as necessidades e potencialidades de cada família. O Ministério do Desenvolvimento Social envia uma lista com o nome das famílias que serão visitadas pelos técnicos das instituições encarregadas de executar o programa. Após a elaboração de um projeto de produção junto a essas famílias, O MDS, em parceira com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, financia a execução do projeto, repassando para as famílias um recurso da ordem de R$ 2.400,00, pago em três prestações. Em Remanso, 6 técnicos (as) do IRPAA acompanham 600 famílias.

Edinete, moradora da comunidade da Maravilha, avaliou positivamente a atividade coletiva, pois adquiriu mais informações e conhecimentos sobre o IRPAA e a convivência com o semiárido. Ela não tem dúvidas que o programa de ATER vai melhorar a qualidade de vida das pessoas. Já para Otilo Alves de Souza, agricultor familiar da comunidade, a presença do IRPAA na região traz “uma esperança boa” para os moradores da localidade. Segundo ele, para esta esperança boa se concretizar é preciso que as famílias se empenhem, se unam em torno do projeto. Seu Romão, vice-presidente da associação da Maravilha, considerou importante a realização da atividade coletiva porque “relembrou o que o IRPAA tinha feito anos atrás”, ou seja, esta instituição já tinha feito outros trabalhos nesta comunidade. De tudo que foi discutido nesta manhã de sábado, seu Romão destaca as informações sobre o semiárido e sobre as políticas públicas implementadas na região. 


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