A Opinião de Carlin sobre os ambientalistas e a Encíclica “Verde” de Francisco

10:44 - Não comentado


Neste mês em que o Papa Francisco lançou a Encíclica “Verde” com a contribuição, entre outras, dos estudos dos teólogos Leonardo Boff e Erwin Kräutler, trazemos neste artigo para indagação uma opinião do grande humorista, comediante de stand-up e ator norte-americano, George Carlin. Em seguida, mostraremos em que medida o documento elaborado por Francisco discorda das opiniões de Carlin.

Falecido em 2008, Carlin era pioneiro no humor da crítica social e do consumismo e um feroz crítico dos ambientalistas. Dizia ele em uma de suas turnês de stand-up que “os ambientalistas eram hipócritas e interferiam na natureza – impedindo o seu ciclo natural”.

No entanto, pela primeira vez na história, a Igreja traz com proposições do Papa Francisco uma Encíclica contendo estudos meticulosos sobre a ecologia, abordando temas acerca da natureza e sua degradação pelas atividades humanas. Trata também, em especial, “do modo de produção e distribuição dos países ricos com seríssimas interferências na saúde da mãe Terra”.

A extinção da espécie humana pode vir de diversas maneiras – em quase todas seria pela falta de recursos alimentícios e minerais para o suprimento de uma população que cresce exponencialmente – sendo uma consequência de atividades estritamente humanas. Além disso, o ser humano é também responsável pela extinção de diversas espécies animais.  

A falta de recursos – quando agrava as preocupações logísticas locais e com finalidade de movimentação econômica – pode ocasionar uma guerra, como ocorrido no Kuwait, em 1990 na Guerra do Golfo, por petróleo. Se houve uma guerra por petróleo, imagina quando forem recursos imprescindíveis à sobrevivência humana, como água e alimentos.

Eis uma análise da ecologia

Em face do que vemos, é inegável o comportamento dos fenômenos climáticos, com alteração nas últimas décadas/anos tem relação ao modo de produção e exploração dos recursos naturais, manejo puramente humano.

Durante todo o processo de revolução industrial – que inicia em 1750, na Inglaterra – o desenvolvimento econômico não era alinhado a uma prática “sustentável”. Essa ideia, que no passado pouco importava, atualmente é imprescindível, pois a lógica deste modelo econômico ligado ao lucro-capital e aquisição de bens de “valor” e de que é preciso produzir em excesso, trazendo como consequência a degradação ambiental.




Carlin nega os dados e Francisco os traz  na Encíclica


George Carlin

Ocorrências à parte, Carlin negava os dados, embora a natureza seja responsável pelo seu próprio ciclo. Nega, ainda, um dado alarmante, pois, atualmente, a população humana é de pouco mais de sete bilhões de pessoas. Em contrapartida, apenas três bilhões têm um padrão de vida que pode ser considerado confortável. Os quatro bilhões e pouco restantes padecem de algum tipo de carência, seja alimentar, de saúde, de educação, de habitação, água, trabalho ou outros direitos considerados universais, mas que não estão universalizados. Ou seja, além de sermos responsáveis pelas mudanças climáticas, também, não universalizamos o que produzimos.

As atividades humanas causam desastres cotidianamente, como, por exemplo: (a) aumento da poluição, com uma atividade de produção desordenada e com excessos, (b) sem contarmos as áreas florestais que são derrubadas para produção da agropecuária, da venda de madeira, da expansão imobiliária, etc.; (c) o tráfico e caça de animais silvestres, mortos por conta de práticas ilícitas – levando, na maioria dos casos – a extinção das espécies, (d) uso exagerado da água no agronegócio e o desperdício urbano, etc. E isso, sem sombra de dúvidas, é um reflexo de um modelo fadado ao consumismo.

Nem tudo está por queda, há saídas e vem do Vaticano!

Leonardo Boff
A saída desse problema não pode ficar no truísmo, que são verdades que não precisam ser contestadas, como, por exemplo, “essas fábulas de maquiar histórias que reduzindo a taxa de natalidade resolveria o problema da extrema pobreza e da poluição”. Tudo precisa ser contestado e passado a limpo.

Ademais, como já provado, o problema não estar essencialmente e somente em reciclar e aproveitar tudo o que consumimos – certo que isso é importante para que não haja desperdício – o problema, na raiz, está na quantidade em que consumimos e produzimos, constantemente. Portanto, precisamos consumir menos e com mais responsabilidade, reaproveitando o máximo do que for reutilizável.

A Encíclica traz, com a participação decisiva dos estudos do brasileiro Leonardo Boff e o austríaco Erwin Kräutler, soluções quanto à erradicação da pobreza no planeta, propondo a todos os países e às grandes potências econômicas engajamento na causa, que se arrasta há anos sem o consentimento devido.

Leonardo Boff, assim como uma legião de ecólogos e ambientalistas, propõe “que a saída e a resolução do problema seria a adoção de outro modelo de produção e distribuição, o eco socialismo”. Um modelo que busca restaurar o modo de produção e distribuir igualmente, poluindo menos e garantindo a sobrevivência do planeta e de todos nós, seres humanos.

Por Matheus Rodrigues – Colaborador da Pascom e integrante da PJMP.

Links:
https://www.youtube.com/watch?t=114&v=OqQMJra20MQA hipocrisia dos ambientalistas

http://www.cnbb.org.br/imprensa-1/internacional/16727-nova-enciclica-do-papa-francisco-pede-conversao-ecologica - Nova Encíclica do papa Francisco pede conversão ecológica

 

http://www.suapesquisa.com/historia/guerra_do_golfo.htm - Guerra do Golfo


http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/poluicao-das-aguas-esgoto-petroleo-e-metais-pesados-ameacam-aguas.htm - Poluição das águas: Esgoto, petróleo e metais pesados ameaçam águas

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,onu-populacao-mundial-e-de-7-2-bilhoes-de-pessoas,1042156ONU - População mundial é de 7,2 bilhões de pessoas


http://www.worldometers.info/pt/ - Medição dos gastos

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