Crise política, econômica e moral

15:59 - Não comentado


O Brasil, hoje, vive uma dramática crise existencial no campo social amplamente divulgada pelos grandes meios de comunicação – em especial a Rede Globo de Comunicação, umas das maiores emissoras de TV e rádio do mundo. Eis que passamos por um momento extremamente complicado na vida política brasileira, influenciando em todos os setores da sociedade.

Ao passo que a crise política se aprofunda, aumenta a preocupação quanto ao desenvolvimento do país, acompanhado com exclusividade da crise econômica e moral.

Nesta terça-feira, 29/03, o PMDB, partido da base aliada do PT e o partido com maior número de candidatos na Câmara e Senado, aprovou a saída da parceria com o Planalto com gritos de euforia “pedindo a saída do PT e Michel Temer presidente”. Diante desse evento, o que podemos concluir? Ora, estão tramitando às pressas e por atropelo jurídico no Congresso o processo de “Impeachment” da presidenta Dilma Rousseff, com ampla mobilização do presidente da Câmara, Eduardo Cunha-PMDB/RJ, e oposição, Aécio Neves e companhia. Eduardo Cunha, como se sabe por investigações da Lava Jato e da Operação Zelotes, é dono de contas ilícitas fora do país com dinheiro de propina da Petrobras e réu no STF por esconder estas da Receita Federal.

Aécio Neves, defensor ferrenho do “Impeachment”, é outro envolvido diretamente na Operação Lava Jato, uma vez que foi beneficiado no esquema de distribuição de propina de Furnas.

Por falar na lista da Odebrecht, cabível à Polícia Federal e o STF discernir quem recebeu propina ou quem recebeu doação legal, é interessante notar que quase todos os políticos da oposição citados na lista defendem a tese “Impeachment” da presidenta Dilma.

Quanto à tese do “Impeachment”, sem qualquer embasamento jurídico legal, é levado aos passos largos pelo autoritarismo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apoiado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, sucessor na linha da presidência.

E contra a presidenta Dilma Rousseff, o que consta de ilícito contra ela? Até onde podemos ver, absolutamente nada. Nem mesmo o objeto (Pedalada Fiscal) de discussão na comissão avaliadora do “Impeachment” – que é um golpe – é visto como um crime lesa-pátria, para muitos juristas e economistas conceituados; e, ainda que fosse visto como crime, 16 governadores teria que ser impedidos de seus mandatos. Simples.

Acerca dos fatos, não vemos divulgação da ação dos demais políticos, apenas exclusivamente de uma única figura, Dilma Rousseff, sendo covardemente atacada de todos os lados. Tanto pelos partidos e políticos da oposição, tanto pelo judiciário e a grande mídia.

Aí que vem a pergunta: em que a Rede Globo contribui para a crise política, econômica e moral? Não obstante dos fatos, o editorial jornalístico se compromete em exclusividade com “Impeachment”, que podemos chamar facilmente de golpe. A partir disso, armam um cenário midiático de caos político-econômico-social e ético, alinhando somente a um grupo político todas as acusações, sem demonstrar imparcialidade no viés jornalístico e o comprometimento ético com as informações.

É dessa forma que a Rede Globo contribui para a crise. Portanto, à medida que ela manipula as notícias que chegam à população, aumenta o teor da insatisfação somente com o governo, alienando a opinião pública. Na economia isso provoca instabilidade ao que diz respeito o consumo interno e investimento externo. Com isso, desencadeia vários problemas subsequentes, como a diminuição do consumo que diminui a atividade industrial, assim empregando menos ou demitindo, gerando desemprego.
 
Ao que diz respeito à crise moral, a Rede Globo contribui isentando partidos e políticos da oposição, tanto na Operação Lava Jato ou em qualquer outra investigação. Estes partidos e políticos da oposição pedem o golpe para engavetar investigações e processos que pesam contra si. Vale lembrar que a Rede Globo é alvo de investigações por corrupção. Tanto a RBS – filiada no Rio Grande Sul – quanto à Globo central são investigadas por crime de sonegação fiscal. Como diz o ator e comediante Gregório Duvivier: “querem tirar Dilma para roubar mais”.

Tendo por base isso e mais coisas, como exemplo o amplo do apoio da Rede Globo à Ditadura Militar, sabemos quais são as pretensões dessa mídia. E sabemos, mais ainda, a sua contribuição para esse cenário.

À prova de tudo, manifestantes sairão às ruas nesta quinta-feira, 31/03, e pedirão o fim do monopólio da mídia. Principalmente, a revisão da concessão da Rede Globo de Comunicação, empresa que banca um golpe novamente aqui no Brasil. Repetindo os gritos da rua e da manifestação do 18/03: “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.




Por Matheus Rodrigues – colaborador da PASCOM/Remanso, militante do Levante Popular da Juventude e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Vale do São Francisco.




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