Não ao golpe!

08:37 - Não comentado


Desde o ano passado, por conta de uma grave crise política-econômica, a presidenta Dilma Rousseff e o PT, vem sofrendo gradativamente com as intempéries políticas-judiciais que cercam o Planalto. Por um lado, há investigações de uma operação chamada Lava Jato que reitera o combate à corrupção – até então – e visa à identificação dos “parasitas” da nossa maior estatal, Petrobras; por outro lado, ou no mesmo, o alinhamento da Lava Jato – questionada por muitos juristas renomados, artistas, políticos e até mesmo pela cobertura da grande mídia – em afunilar as suas investigações a poucos políticos e figuras da área.

À medida que as investigações se aprofundam e encontram políticos representantes de grandes corporações ou de conduta ética duvidosa, cresce o tom do achaque político e a pressão sobre a votação do “impeachment” do mandato da presidenta Dilma. Ou, até mesmo, a prisão sob uma suspeita contestável e inconstitucional, considerada por muitos juristas, do ex-presidente e agora Ministro da Casa Civil, Lula.

É válido notar, entre muitas outras coisas, quem são os defensores e financiadores desse movimento político que “beira” o fascismo – ou de fato é fascista! – e nega toda política. São por vezes sensato refletir e analisar a conjuntura fora da visão dos grandes meios de comunicação, onde os mesmos escondem e manipulam notícias em prol de um interesse comum entre uma mínima parcela da sociedade, a elite.

Evidenciar que estamos assistindo a um golpe é uma forma de esclarecer que setores mal intencionados da sociedade estão claramente descontentes com o caminho que a nossa nação está tomando. Detalho: não que estejam descontentes com a queda da renda da classe trabalhadora, com o cenário econômico preocupante ou até mesmo com a corrupção: hipocritamente as atacam e pregam um golpe (por vielas do “Impeachment”) com o apoio dos grandes meios de comunicação para esconder sua (s) e de aliados denúncia (s) e processo (s) pendente (s) pelo próprio objeto de discurso. Por ora, também, há aquela parcela – crescente, por sinal; e mínima, dependendo do caso – que marcha nas sombras e demonstra o temor à democracia e à liberdade, buscando no fundamentalismo religioso ou ideológico, o ódio em lidar com a diversidade no campo social, racial, sexual, religioso e de gênero.

Por vezes, é preciso tomar cuidado e abrir os olhos para não deixar que o essencial seja perdido, tirado à força e posto à mediocridade. Esse cenário político-midiático revela a indecência e desfaçatez de quem sempre teve privilégios e ainda ousa pedir a volta da ditadura militar em manifestações que deixa bem claro o teor do ódio às minorias marginalizadas das políticas públicas, aquém do gozo dos plenos direitos constitucionais e sociais.

Está claro e muito bem definido quem ganha com o “Impeachment”. Claramente, não será o povo e muito menos a democracia. Há uma pressão política-midiática por um processo que analisado tecnicamente, não tem base jurídica para aprová-lo; dessa forma, é usado de exclusivo oportunismo de certos segmentos duvidosos da nossa sociedade para desfocar das investigações contra si e manipular a opinião pública, pura e exclusivamente, ao benefício próprio e de aliados.

O conselho está dado. O golpe vem aí, às pressas, a todo vapor e está sendo televisionado. Abra o olho!




Por Matheus Rodrigues – colaborador da PASCOM/Remanso, militante do Levante Popular da Juventude e estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Vale do São Francisco.


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