Paróquia de Remanso participa de encontro diocesano de formação

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Aconteceu entre os dias 04 e 06 de março encontro diocesano de formação em Carnaíba do Sertão em Juazeiro/BA. O objetivo foi estudar a Carta Encíclica Laudato Si’ (Louvado sejas) do Papa Francisco, que trata do cuidado da Casa Comum, e refletir e discutir o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica desde ano de 2016. Este encontro já faz parte do calendário da Diocese de Juazeiro e acontece em março ou abril.

No que se refere à carta encíclica, o assessor do encontro Roberto Malvezzi (Gogó), que participa da equipe CPP/CPT do São Francisco, destacou que este documento é bíblico, teológico, influenciado pela espiritualidade de São Francisco de Assis, sem precedentes na Igreja Católica e destinado a todos os cristãos e cristãs, bem como às pessoas de boa vontade preocupadas com o futuro do Planeta Terra, nossa Casa Comum.

O segundo e terceiro dias do encontro foram dedicados ao estudo da CFE 2016, cujo tema é: Casa Comum, nossa responsabilidade e o lema: Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am. 5, 24). O objetivo geral da campanha é conscientizar e mobilizar a população sobre o direito ao saneamento básico, assim como cobrar das autoridades públicas a elaboração, com a participação da sociedade civil, do Plano Municipal de Saneamento Básico (P.M.S.B).

 Como a falta de um saneamento básico adequado é um problema que atinge milhões de brasileiros e brasileiras (cerca de 100 milhões de pessoas), a CFE quer “unir igrejas, diferentes expressões religiosas e pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico”. Para isso, é preciso estimular os cidadãos e cidadãs de direitos para que eles busquem conhecer a realidade do saneamento básico de sua localidade, participem da elaboração do P.M.S.B, cobrem políticas públicas para a sua execução e denunciem as tentativas de privatização dos serviços ao saneamento básico.

Este encontro foi um momento bastante oportuno, pois possibilitou aos seus participantes refletir, discutir, socializar e propor soluções para os problemas que seus municípios enfrentam no que se refere ao abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgoto, aos resíduos sólidos, a drenagem das águas da chuva e ao controle de vetores. Para Marina Rocha, agente da Comissão Pastoral da Terra, a reflexão que foi feita nestes dias de formação mostrou que a população precisa participar do processo de construção dos Planos Municipais de Saneamento Básico, que deverão ser elaborados até o final de 2017. Do encontro, foram feitos alguns encaminhamentos, onde “toda a Diocese de Juazeiro e todos os agentes irão convocar a sociedade para juntos participarem deste processo de construção dos planos municipais de saneamento básico. E também decidimos trabalhar um processo educativo em relação ao lixo”, afirmou Marina.

O envolvimento da população em assuntos que dizem respeito a toda sociedade contribui para o processo pedagógico de conscientização das pessoas sobre suas responsabilidades enquanto sujeitos de direito. Muitas vezes, afirma Marina Rocha, o indivíduo hesita em participar porque o Brasil ainda sofre com o fato de ter sido, no passado, uma colônia. Também continuam presentes os resquícios do coronelismo da Velha República, onde havia os que mandavam e os que obedeciam. “Então, o povo não foi preparado para participar dos processos. Recebia as políticas públicas como favor do político, do coronel, do empresário, da Igreja. Ou seja, as questões públicas nunca foram vistas como conquistas da sociedade”.  As comunidades precisam entender que elas “são responsáveis pelas políticas públicas, ao apresentar aos poderes públicos as demandas necessárias, ao construir propostas de como devem ser a implementação dessas políticas e ao fiscalizar o dinheiro que chega para a implementação dessas políticas e a efetivação delas”, lembrou Marina.

A responsabilidade cristã


Uma das funções das pastorais é trabalhar a valorização da vida: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. “Se nós não cuidamos dessa Casa Comum, que está sendo depredada, e se nós não fazemos nada, não denunciamos e não assumimos algum tipo de ação de mude esta realidade, então nós estamos sendo omissos e ajudando na destruição da Casa Comum”, afirma a agente da CPT. O Evangelho nos responsabiliza, enquanto Igreja missionária, em ajudar a promover as pessoas à condição de uma vida digna e a cuidar da natureza. “A natureza é vida e nós temos que trabalhar em função da vida”, se não fazemos isso, então a nossa evangelização fica capenga, concluiu Marina Rocha. 


Pascom-Remanso, texto: Marcos Paulo



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Pastoral da Comunicação - Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Remanso/BA - Diocese de Juazeiro/BA

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