FSM promove mesa de diálogo sobre a era do capital improdutivo

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Nesta quarta-feira, 14/03, na tenda de Economia Solidária, durante o Fórum Social Mundial, realizado, neste ano de 2018, em Salvador/BA, foi apresenta uma mesa com o tema “A Era do Capital Improdutivo”. A mesa contou com a participação de Ladislau Dowbor, autor de um livro de mesmo título e que já pode ser considerado um clássico, e convidados.
Na sua fala, Dowbor afirmou que seu livro não é um livro de economia, ou melhor, de “economês”, mas sim uma obra acessível ao público não especializado, dedicada a analisar o fim do capitalismo financeiro. Para ele, existem, pelo menos, três grandes problemas econômicos globais: a degradação do meio ambiente, a dominação da dinâmica do processo social pelas finanças e a globalização do sistema financeiro, apesar do caráter nacional das políticas econômicas.
Ainda segundo Dowbor a economia é, essencialmente, simples; porém, a era do capital improdutivo é marcada por uma quantidade expressiva de economistas, formados nas melhores universidades do mundo, que, prestando serviço às finanças, proferem discursos econômicos que ninguém entende, mas que no fim o objetivo é dar um teor racional capaz de justificar a financeirização da vida social. “Quando o economista não sabe nada de economia, ele enrola” com um vocabulário de “economês”, afirmou Ladislau Dowbor.
Segundo a economista Ione Amorim do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), um exemplo que ilustra muito bem a dominação das finanças, comprometendo a vida das pessoas, é a política de acesso ao crédito. As instituições financeiras não perdem tempo em oferecer crédito fácil, mas quando o consumidor perde a autonomia de pagar suas dívidas, elas dificultam o refinanciamento das dívidas.
Outro exemplo que mostra a hegemonia do capital financeiro foi apresentado pelo também doutor em economia Paulo Kliass: a privatização das áreas que fornecem serviços básicos à população. Kliass lembrou que as políticas de privatização atendem aos interesses do capital financeiro e defendeu o enfretamento desses interesses no campo da política.
Resistir com altivez, ficando firme diante das dificuldades e desafios foi o que disse a socióloga polonesa Renata, pois “a economia que não respeita a vida humana é para ser mudada”.     

Redação: Zabelê FM/Pascom




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